Polícia
Polícia Civil investiga atentado a tiros em escola indígena Xukuru-Kariri em Palmeira dos Índios
Unidade da Aldeia Fazenda Canto amanheceu com marcas de disparos em portões e paredes do local
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) informa que iniciou as investigações para apurar o atentado a tiros ocorrido no domingo (9) na Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino, localizada no território do povo Xukuru-Kariri, em Palmeira dos Índios. As diligências estão sendo comandadas pelo delegado Rosivaldo Vilar, da Delegacia Regional do município.
Segundo o chefe de operações da delegacia, Diogo Martins, a escola do agreste alagoano foi atingida durante a manhã de domingo. No local, o vigia da instituição estava de serviço quando ouviu os disparos e, ao verificar, constatou seis marcas de tiros.
“Pretendemos agora obter mais informações sobre a qualificação e a motivação desse suspeito, concluir esse inquérito e remeter à Justiça o quanto antes”, afirmou Diogo Martins.
Os tiros atingiram portões e paredes da unidade, sem deixar feridos, segundo confirmou a Polícia Civil de Alagoas. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre suspeitos ou motivação do ataque. Caso seja confirmada ligação com disputa fundiária, a investigação poderá ser assumida pela Polícia Federal.
Diante dos fatos, um Boletim de Ocorrência foi registrado e os procedimentos cabíveis foram instaurados para apurar a situação. A Polícia Civil esclarece ainda que já possui linhas de investigação e está analisando imagens de câmeras de segurança para identificar possíveis suspeitos. O evento é caracterizado como mais um atentado contra o povo Xukuru-Karirri.
No entanto, até o momento, não há indícios de que o ataque tenha relação com as demarcações de terras indígenas que estão sendo realizadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na região, mas caso seja confirmada ligação com disputa fundiária, a investigação poderá ser assumida pela Polícia Federal.
A demarcação de terras que vem sendo regularizada desde 2013 pela Funai é como evidência uma das motivações deste ocorrido contra os povos originários.


