Polícia
Kel Ferreti é denunciado por estupro: mulher relata violência física e sexual em pousada de Maceió
De acordo com o inquérito, a vítima, uma enfermeira de 28 anos, conheceu Ferreti em um aplicativo de mensagens que divulgava jogos de apostas
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou o ex-policial militar e influenciador digital, Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, pelo crime de estupro. O crime teria acontecido no dia 16 de junho deste ano, a defesa do influenciador nega.
De acordo com o inquérito, a vítima, uma enfermeira de 28 anos, conheceu Ferreti em um aplicativo de mensagens que divulgava jogos de apostas, no qual ele era o administrador do grupo e oferecia dinheiro para quem participasse do canal e fizesse cadastro nos jogos mediante um link fornecido por ele.
“Quando a vítima entrou no grupo em questão, logo foi chamada pelo denunciado no privado, o qual solicitou os dados bancários da vítima para que o pix fosse feito; ao invés do depósito do valor de R$ 50,00 que comumente o denunciado fazia para os integrantes do grupo, o denunciado fez um pix no valor de R$ 100,00 em favor da vítima”, diz trecho do documento.
Após isso, o influenciador continuou conversando com a mulher, chegando a perguntá-la “quanto esta cobrava para ficar com ele, ao que a vítima informou que não era garota de programa”. Na sequência das conversas, o denunciado deu a entender que a vítima precisaria "dar coisas em troca" para ter acesso a mais dinheiro, sendo, ainda, instruída a mandar fotos e vídeos para ele.
Segundo relato da vítima, o encontro ocorreu no dia 16 de junho, em uma pousada. Ela relatou que o suspeito a beijou e mordeu seus lábios de forma agressiva e que ele “chegou a dar socos nas costelas e no quadril da vítima, além de ter desferido tapas fortes no rosto da vítima; um golpe com a mão fechada chegou a pegar de raspão no rosto (lado esquerdo) da vítima”. De acordo com os autos, ele teria forçado relações com a denunciante, machucando-a.
Quando a mulher reclamou da violência, o suspeito teria alegado, ainda: "mas você gosta de apanhar" e dado mais dois tapas no rosto da vítima, além de ter segurado o pescoço da referida, estrangulando-a. A vítima relatou, ainda, que "imaginava que iria morrer" e tinha a sensação de que iria desmaiar.
Nos dias seguintes, a vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual e contou a situação para dois colegas, sendo instruída a buscar ajuda na Sala Lilás. “Cinco dias depois do fato, a vítima foi até o Hospital da Mulher para ser atendida, e chegou a mandar para o denunciado fotos do estado dela após o ato sexual agressivo, ao que o denunciado afirmava que ela devia 'pôr gelo no local' e que ele era 'policial', de forma que já tinha 'batido muito em bandidos e que sabia a força que usava', desprezando, então, o relato de violências por parte da vítima”, diz o inquérito.
*Com informações da Gazetaweb
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