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Mãe acusada de matar 5 filhos e tentar matar o 6º vai a júri em MG

Segundo o MPMG, Gissele Oliveira enxergava os filhos como “um fardo”, tendo um “total sentimento de egoísmo associado ao ódio” pelas vítimas; Todas eram menores de idade

Por Redação 27/10/2026 15h03
Mãe acusada de matar 5 filhos e tentar matar o 6º vai a júri em MG
Mãe acusada de matar 5 filhos e tentar matar o 6º vai a júri em MG - Foto: Reprodução/ Internet

Uma mulher acusada de matar cinco dos próprios filhos e tentar assassinar um sexto será julgada pelo Tribunal do Júri em Minas Gerais. A decisão da Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Timóteo, no Vale do Aço, foi divulgada nesta terça-feira (27).

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2023, nos municípios de Jaguaraçu e Timóteo. A acusação aponta que a mulher teria administrado venenos, substâncias tóxicas e medicamentos controlados aos filhos de forma contínua. Em alguns episódios, ela também teria utilizado a asfixia para provocar a morte das crianças, todas menores de idade.

Segundo o MPMG, a acusada considerava os filhos um “fardo” e teria agido motivada por egoísmo e ódio contra as vítimas.

Além das acusações relacionadas às mortes e à tentativa de assassinato, a mulher também responderá por coação no curso do processo. Conforme o MPMG, entre abril e setembro de 2025, ela teria ameaçado e pressionado testemunhas com o objetivo de interferir nas investigações.

A defesa contestou as acusações, alegando ausência de provas e de indícios suficientes de autoria. Também questionou a rejeição de um pedido de avaliação da saúde mental da ré e solicitou que ela não fosse submetida ao Tribunal do Júri.

Acusação inclui qualificadoras


Ao analisar o processo, a juíza considerou que existem indícios suficientes para que o caso seja levado a julgamento popular. Segundo a magistrada, caberá aos jurados decidir sobre a responsabilidade da acusada pelos crimes, mesmo sem a existência de testemunhas presenciais dos fatos.

A decisão também menciona o resultado de exames toxicológicos, que, conforme a magistrada, apontaram indícios de que as substâncias detectadas no organismo das crianças teriam sido administradas durante o período em que elas estavam sob os cuidados exclusivos da acusada.

Pelas cinco mortes, a mulher responderá por crimes qualificados por circunstâncias como motivo torpe, emprego de veneno ou meio insidioso ou cruel, asfixia e recurso que teria dificultado a defesa das vítimas.

A juíza também manteve a prisão preventiva de Gissele Rosângela de Oliveira e negou o direito de recorrer em liberdade.