Nacional
Restaurante mais antigo do Brasil reabre quatro meses após incêndio
O Café Lamas, no Rio, funciona desde o Império e já recebeu nomes como Machado de Assis e Carmen Miranda
Considerado um dos restaurantes mais tradicionais do Brasil e um patrimônio cultural carioca, o Café Lamas voltou a funcionar nesta quarta-feira (21), após quatro meses de portas fechadas em decorrência de um incêndio que destruiu a cozinha do estabelecimento.
Localizado no bairro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, o restaurante foi atingido pelas chamas em junho deste ano. A rápida atuação do Corpo de Bombeiros impediu que o fogo se espalhasse para outros ambientes do imóvel.
Para celebrar a retomada das atividades, o Café Lamas publicou uma foto da equipe nas redes sociais, destacando a alegria de reunir novamente os funcionários para receber os clientes.
“Hoje, a alegria é ter essa turma reunida outra vez, pronta para receber vocês. Estamos juntos de novo”, declarou o estabelecimento em uma publicação no Instagram.
Durante o período em que permaneceu fechado, o restaurante recebeu apoio de outros estabelecimentos e da comunidade. A campanha “Juntos pelo Lamas”, que contou com a participação de 25 bares do Rio de Janeiro e de São Paulo, arrecadou aproximadamente R$ 110 mil. O valor foi destinado ao pagamento dos funcionários e à cobertura de despesas operacionais.
Mais de 150 anos de história
Com 152 anos de funcionamento, o Café Lamas ocupa um lugar importante na história cultural e gastronômica do Rio de Janeiro. Ao longo das décadas, o estabelecimento recebeu personalidades como Machado de Assis, Monteiro Lobato, Carmen Miranda, Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Oscar Niemeyer e Getúlio Vargas.
A história do restaurante também está ligada à fundação do Clube de Regatas do Flamengo, em 1895. Segundo o proprietário do Café Lamas, Milton Brito, um grupo de remadores começou a discutir a criação do clube em uma das mesas do estabelecimento, após um desentendimento com integrantes do Fluminense.
A reabertura marca o retorno de um espaço histórico da capital fluminense, que atravessou gerações e mantém sua ligação com a memória cultural e social da cidade.

