Nacional
TSE descarta interferência estrangeira e justifica atraso na apuração
Nunes Marques destacou que observadores internacionais confirmaram a transparência e a normalidade do pleito
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, garantiu neste domingo (4) que não houve qualquer indício de interferência estrangeira no primeiro turno das eleições. Ele atribuiu o atraso na apuração dos votos a um congestionamento de dados, afastando suspeitas de problemas externos.
Em coletiva de imprensa, Nunes Marques destacou que observadores internacionais confirmaram a transparência e a normalidade do pleito. Segundo ele, nenhum setor do TSE emitiu alertas sobre eventuais tentativas de intervenção.
"Não tivemos nenhuma intercorrência grave, os riscos climáticos foram afastados, e não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira. Não constatamos nenhum tipo de intervenção", afirmou o presidente da Corte.
A declaração ocorre após o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmar a abertura de investigação sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições. Na semana passada, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar possível financiamento do governo de Donald Trump em ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
A apuração foi motivada por reportagem do jornal britânico The Guardian, que apontou o repasse de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) pelo governo dos Estados Unidos para uma campanha contra o STF.
Atraso na apuração
Nunes Marques reconheceu o atraso na divulgação dos resultados do primeiro turno. Por volta das 19h, o sistema de totalização deixou de atualizar por cerca de uma hora. Segundo ele, a área de tecnologia do TSE identificou um fluxo de dados acima do normal.
"O que ocorreu foi um congestionamento de dados. Mas temos um protocolo muito seguro de revisitar todos os sistemas. O que não se sabe é se isso é derivado de outros problemas. Mas o que nossa TI identificou foi um fluxo acima do normal", explicou.
O TSE esclareceu que a demora não foi causada pelas filas em seções eleitorais, mas sim pelo volume elevado de dados enviados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Durante o primeiro turno, também houve intercorrências devido ao mau tempo no Paraná. Segundo Nunes Marques, quase 140 cidades estavam sem energia elétrica no início da votação, mas os problemas foram solucionados e não impediram a participação dos eleitores.
Até as 21h, com 98,48% das seções totalizadas, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderava a disputa presidencial com 47,29% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44,85%.
Com 99,18% das seções apuradas, 39,1 milhões de eleitores não compareceram às urnas ou votaram em branco ou nulo. A abstenção foi de 21,07%, o maior índice registrado em um primeiro turno presidencial desde 1998.
Por Sputinik Brasil
