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Polícia identifica 12 possíveis vítimas de procedimentos invasivos em Goiânia

Fisioterapeuta é investigada por lesões graves e exercício ilegal da medicina; Justiça manteve prisão preventiva após audiência de custódia

Por Redação 24/09/2026 14h02
Polícia identifica 12 possíveis vítimas de procedimentos invasivos em Goiânia
- - Foto: Reprodução/internet

A investigação contra a fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, em Goiânia (GO), já reúne relatos de 12 possíveis vítimas, segundo atualização divulgada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). A profissional é investigada pela realização de procedimentos estéticos invasivos que, de acordo com os relatos reunidos no inquérito, teriam provocado lesões graves e alterações permanentes em pacientes.

Segundo a polícia, entre as consequências relatadas estão queimaduras, cicatrizes profundas e complicações em regiões sensíveis do corpo. Há também registros de intervenções que teriam causado alterações graves na região genital.

Magda foi presa preventivamente durante uma operação policial realizada na última segunda-feira. No dia seguinte, a 4ª Vara de Garantias de Goiânia decidiu manter a prisão após a audiência de custódia.

Número de vítimas aumentou após operação


De acordo com o delegado Alex Rodrigues, responsável pela investigação, inicialmente sete vítimas haviam sido identificadas. Após a operação policial, outras cinco pessoas procuraram as autoridades para relatar possíveis problemas relacionados aos procedimentos.

Com isso, o número chegou a 12 vítimas contabilizadas até a última quarta-feira.

A investigada possui formação em Fisioterapia e especializações nas áreas de harmonização facial, corporal e íntima. A Polícia Civil, porém, apura se os procedimentos realizados ultrapassavam os limites previstos para a atuação profissional.

Investigação aponta procedimentos invasivos


Conforme os levantamentos realizados pela polícia, a fisioterapeuta teria realizado procedimentos que envolviam incisões, retirada de tecidos e alterações significativas na anatomia das pacientes.

A investigação também aponta que a profissional prescrevia e fornecia medicamentos diretamente às clientes. Para a polícia, essa conduta pode caracterizar exercício ilegal da medicina.

As circunstâncias dos procedimentos, os danos relatados pelas pacientes e a extensão das responsabilidades ainda são apurados pelas autoridades.

Polícia procura outras possíveis vítimas


A Polícia Civil divulgou a imagem da investigada como parte da estratégia para localizar outras pessoas que possam ter sido submetidas aos procedimentos.

A orientação é para que possíveis vítimas procurem uma unidade policial e apresentem, caso possuam, documentos, fotografias, registros de atendimento e outros materiais que possam auxiliar na investigação.

O caso continua sob apuração, e novas denúncias poderão alterar o número de vítimas identificadas ao longo do inquérito.