Nacional

São Paulo registra primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental

Pacientes são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto

Por Agência Brasil 25/08/2026 14h02
São Paulo registra primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental
Transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo) - Foto: Reprodução

O estado de São Paulo confirmou, pela primeira vez, dois casos humanos de febre do Nilo Ocidental. As pacientes são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

A mulher relatou ter viajado recentemente para a região amazônica, mas já está recuperada. A adolescente permanece internada sob cuidados médicos.

Esta é a primeira vez que o estado de São Paulo registra casos humanos da doença.

Segundo a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, “a confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), também foram confirmados dois casos em Santa Catarina, sendo um deles fatal, além de um caso provável no Piauí. O órgão informou que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão.

A infecção pelo vírus do Nilo Ocidental pode ser assintomática. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvam manifestações clínicas, geralmente leves. A transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo).

Entre os sintomas estão: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos, confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões.

Os quadros podem variar desde febre passageira até formas graves, como encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.

O diagnóstico é realizado por avaliação clínica e exames laboratoriais em pessoas com sintomas compatíveis e histórico de exposição a áreas com presença dos mosquitos transmissores.

Não há vacina ou tratamento antiviral específico disponível para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente.