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Mãe e filha são presas por abandonar gato que morreu atropelado no Acre

Imagens de segurança registraram o momento em que o animal foi abandonado na rua

Por Redação 31/07/2026 09h09
Mãe e filha são presas por abandonar gato que morreu atropelado no Acre
Mãe e filha foram levadas à delegacia e aguardam audiência de custódia - Foto: Reprodução

Duas mulheres foram presas em Rio Branco, no Acre, suspeitas de abandonar um gato que morreu atropelado logo após ser jogado de um veículo. O caso, registrado por câmeras de segurança na quinta-feira (30), causou grande repercussão nas redes sociais e levou à prisão das envolvidas, que são mãe e filha.

As imagens mostram o carro trafegando lentamente por uma rua do Conjunto Paulo César quando a passageira do banco traseiro abre a porta do veículo e joga o animal para fora. Assustado, o gato tenta correr atrás do automóvel, mas acaba sendo atingido por uma das rodas traseiras. Mesmo após o atropelamento, o veículo segue viagem.

Com a divulgação das imagens, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil, que identificou as suspeitas e efetuou as prisões. A mãe foi localizada em casa, enquanto a filha, que conduzia o veículo, foi presa no local de trabalho.

Segundo a investigação, a motorista é servidora terceirizada e atua como recepcionista no Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC). Em nota, o órgão informou que acompanha as investigações e mantém contato com a empresa responsável pelo contrato da colaboradora.

"É importante citar que o fato por si só, além de triste, é condenável, não importa quem esteja envolvido, e que merece a devida apuração para que haja responsabilização conforme a lei", destacou o MPF.

O órgão ressaltou ainda que não há qualquer fato relacionado ao desempenho profissional da funcionária que a desabone, mas afirmou que a continuidade do vínculo contratual poderá ser reavaliada conforme o andamento das investigações.

As duas mulheres também foram autuadas administrativamente por maus-tratos a animais, conforme a legislação municipal. O gato foi recolhido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e encaminhado ao Centro de Zoonoses, que deverá emitir um laudo apontando a causa da morte.

O auditor fiscal de meio ambiente e chefe da Divisão de Maus-Tratos a Animais da Semeia, Fabrício Alves de Oliveira, explicou que ambas foram responsabilizadas pela ação.

"A filha conduzia o carro e a mãe abriu a porta e jogou o gato, mas as duas foram autuadas", afirmou.

Segundo ele, as suspeitas alegaram que o animal não lhes pertencia e que apenas o encontraram na rua, justificativa que não afasta a responsabilização pelo ocorrido.

"Disseram que viram na rua e fizeram isso. Mas, não justifica", completou.

Pela legislação brasileira, o abandono e os maus-tratos contra animais são crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). A pena pode variar de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda futura de animais.

As suspeitas permanecem detidas na Delegacia de Flagrantes (Defla) e devem passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (31). O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

NOTA DO MPF


"Tomamos conhecimento do triste fato que resultou na morte do gatinho pela imprensa e, posteriormente, pela presença da equipe de polícia, soubemos do envolvimento de uma colaboradora terceirizada. A administração apoia o trabalho da polícia e aguarda o transcorrer das investigações e a apuração final do caso.

Ressalte-se que no exercício profissional da pessoa envolvida não há nada que a desabone, porém a relação contratual do órgão com a empresa poderá ensejar na substituição da colaboradora, de acordo com o andamento dos fatos.

É importante citar que o fato por si só, além de triste, é condenável, não importa quem esteja envolvido, e que merece a devida apuração para que haja responsabilização conforme a lei."