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Morre sobrevivente do acidente com césio-137 em Goiás após décadas

Tragédia radiológica de 1987 segue como alerta para segurança nuclear

Por Redação 27/07/2026 15h03
Morre sobrevivente do acidente com césio-137 em Goiás após décadas
Morre sobrevivente do acidente com césio-137 em Goiás após décadas - Foto: Reprodução

Um dos sobreviventes do acidente com o césio-137 em Goiânia faleceu neste domingo (26), trazendo novamente à memória um dos episódios mais marcantes da história brasileira. O desastre radiológico, ocorrido em 1987, é considerado o maior em área urbana no mundo e deixou um legado de dor, contaminação e mudanças profundas na forma como o país lida com materiais radioativos.

Na ocasião, cápsulas de césio-137 foram retiradas de um aparelho hospitalar abandonado e manipuladas sem conhecimento dos riscos. O brilho azulado do pó radioativo atraiu curiosos, mas rapidamente se transformou em tragédia: dezenas de pessoas morreram, centenas ficaram contaminadas e bairros inteiros foram afetados.

Os sobreviventes enfrentaram ao longo das décadas problemas de saúde crônicos, discriminação social e dificuldades emocionais. A morte de mais um deles reforça o impacto duradouro da tragédia e a necessidade de manter viva a memória coletiva.

O acidente levou à criação de protocolos mais rígidos de segurança nuclear no Brasil, além de fortalecer a atuação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Também serviu de alerta internacional sobre os riscos do abandono de equipamentos médicos e da falta de fiscalização adequada.

Quase quarenta anos depois, o episódio continua sendo lembrado como um marco doloroso e educativo. A perda de um sobrevivente simboliza não apenas o peso da contaminação, mas também a urgência de políticas públicas que garantam segurança radiológica e prevenção de novos desastres.