Nacional
Pastora diz ter agredido entregador após ser chamada de "rata do Bolsonaro"
Religiosa afirma ter sido ofendida e agredida durante entrega de móveis em condomínio
A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo Partido Liberal (PL), Renata Vieira, divulgou nesta sexta-feira (24) trechos do boletim de ocorrência registrado após a confusão envolvendo um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo seu relato à polícia, ela reagiu após ser alvo de ofensas relacionadas às suas posições políticas.
De acordo com o boletim de ocorrência, o desentendimento teve início durante a entrega de móveis no condomínio onde Renata mora. A pastora afirmou que o entregador estava sozinho para descarregar a mercadoria e demonstrou irritação ao perceber que alguns itens não cabiam no elevador.
Ainda segundo a versão apresentada por ela, ao sugerir que outro funcionário fosse acionado para auxiliar no serviço, a postura do trabalhador teria mudado.
Renata relatou que o homem a reconheceu como pré-candidata do Partido Liberal e passou a proferir ofensas de cunho político.
"Você é uma piranha do PL", "rata do Bolsonaro", "vagabunda de partido" e "defensora de genocida", teria dito o entregador, conforme o registro policial apresentado pela pastora.
Após as ofensas, ela admitiu ter dado um tapa no rosto do trabalhador. Em seguida, afirmou que recebeu chutes nas pernas e foi ameaçada de morte.
A pré-candidata também alega que o homem seria policial rodoviário federal, informação que não foi confirmada pela corporação até o momento.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram Renata Vieira agredindo o entregador com tapas, arremessando uma pedra em sua direção e entrando em luta corporal com ele.
Em manifestação anterior, divulgada no último sábado (18), a pastora reconheceu que errou ao agredir o trabalhador, mas sustentou que suas ações ocorreram em resposta às agressões que afirma ter sofrido.
Ela também apresentou hematomas decorrentes do episódio, passou por atendimento médico e realizou exame de corpo de delito.
Pessoas ligadas ao entregador apresentaram uma versão diferente dos fatos. Segundo relatos, o trabalhador realizava a entrega sozinho de um sofá de cinco lugares e teria informado que retornaria posteriormente acompanhado de outro funcionário para concluir o serviço com segurança.
Ainda conforme essa versão, Renata não teria concordado em aguardar, o que teria dado início à discussão.
Até a publicação desta matéria, o entregador não havia concedido entrevistas públicas sobre o ocorrido.
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou procedimento investigativo para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. As imagens divulgadas serão analisadas pelas autoridades responsáveis.
Até o momento, a suposta motivação política alegada pela pastora não foi confirmada pelas investigações nem pelos registros audiovisuais já divulgados.

