Nacional

Brasil registra recorde de feminicídios, aponta Anuário de Segurança Pública

País contabilizou 1.571 vítimas em 2025, enquanto número de mortes violentas intencionais atingiu o menor patamar da série histórica.

Por Redação 23/07/2026 11h11
Brasil registra recorde de feminicídios, aponta Anuário de Segurança Pública
Número representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior - Foto: Reprodução

O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23). O total representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior e uma taxa de 1,4 caso para cada 100 mil mulheres.

O levantamento aponta que este é o quarto recorde consecutivo de feminicídios no país, na contramão da tendência observada nos demais indicadores de violência letal.

Em 2025, o Brasil contabilizou 40.775 Mortes Violentas Intencionais (MVIs), uma redução de 8,2% em comparação com 2024 e a menor taxa da série histórica: 19,1 mortes por 100 mil habitantes. Com isso, o país antecipou em dois anos a meta nacional de redução de homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027.

Apesar da queda nas mortes violentas em geral, os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial foram as únicas modalidades que apresentaram crescimento no período.

Segundo o Anuário, 44,4% das mulheres assassinadas em 2025 morreram por razões de gênero, o maior percentual desde 2015, quando o feminicídio foi incluído no Código Penal.

O levantamento também destaca que 2025 foi o primeiro ano de vigência integral da Lei nº 14.994/2024, que transformou o feminicídio em um crime autônomo, deixando de tratá-lo apenas como qualificadora do homicídio.

Outro dado que chama atenção é o aumento das tentativas de feminicídio. No ano passado, 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de assassinato, alta de 5,9% em relação a 2024.

De acordo com o Anuário, para cada feminicídio consumado registrado no país, houve 2,7 tentativas, o que evidencia que milhares de mulheres permaneceram em situação de risco após escaparem da morte.

*Informações retiradas de CNN Brasil