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Anvisa alerta para golpes com IA que usam famosos para vender medicamentos

Agência orienta consumidores a desconfiar de vídeos manipulados com celebridades e médicos usados para promover produtos irregulares nas redes sociais

Por Redação 22/07/2026 11h11
Anvisa alerta para golpes com IA que usam famosos para vender medicamentos
Agência recomenda verificar a regularidade de produtos e consultar profissionais de saúde antes de iniciar tratamentos - Foto: Reprodução/Instagram

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou consumidores sobre o uso de vídeos e áudios manipulados por inteligência artificial (IA) para promover medicamentos e suplementos alimentares nas redes sociais. A tecnologia, conhecida como *deepfake*, permite alterar imagens, vídeos e vozes para simular declarações de celebridades, influenciadores e profissionais da saúde que nunca recomendaram os produtos anunciados.

Segundo a Anvisa, esse tipo de conteúdo é utilizado para dar credibilidade à comercialização de medicamentos e suplementos clandestinos, falsificados ou sem autorização dos órgãos competentes. A agência orienta que consumidores desconfiem de propagandas que utilizam a imagem de pessoas conhecidas para prometer resultados rápidos ou tratamentos considerados milagrosos.

Entre as personalidades que tiveram a imagem utilizada sem autorização está o médico Drauzio Varella. Em 2025, ele relatou que vídeos falsos circulavam nas redes sociais atribuindo a ele recomendações de produtos que prometiam curar doenças como diabetes, aliviar dores nas costas e provocar emagrecimento acelerado.

A Anvisa ressalta que, mesmo quando uma recomendação parte de uma celebridade ou influenciador de forma legítima, ela não deve substituir a orientação de um profissional de saúde. Cada paciente possui condições clínicas específicas, o que exige avaliação individual antes do uso de medicamentos ou suplementos.

A agência também alerta para anúncios que utilizam médicos criados ou manipulados por inteligência artificial para divulgar produtos. A orientação é verificar se o profissional existe e confirmar seu registro no conselho de classe correspondente antes de confiar na recomendação.

Outro ponto destacado é a venda de medicamentos em redes sociais, marketplaces e sites que não pertencem a farmácias autorizadas. No Brasil, esses produtos só podem ser comercializados por estabelecimentos regularizados pela vigilância sanitária ou por seus canais oficiais.

No caso dos suplementos alimentares, a Anvisa lembra que esses produtos são destinados apenas à complementação da alimentação e não podem prometer prevenir, tratar ou curar doenças. Alegações desse tipo são consideradas um sinal de alerta para possíveis propagandas enganosas ou comercialização de produtos irregulares.

A agência também recomenda cautela com anúncios que utilizam expressões como "100% natural", "sem riscos" ou "produto experimental". Segundo o órgão, essas características não garantem segurança nem eficácia e não substituem a necessidade de registro ou regularização junto à Anvisa.

Como medida de prevenção, a orientação é verificar a regularidade do medicamento ou suplemento antes da compra e procurar um profissional de saúde habilitado antes de iniciar qualquer tratamento.