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Polícia Civil indicia mãe da bebê Helena após laudo apontar morte por asfixia

Em nota, a defesa da mãe, representada pelo advogado Weryd Simões, afirmou que o indiciamento da cliente é um "grave equívoco"

Por Redação com Metrópoles 20/07/2026 17h05
Polícia Civil indicia mãe da bebê Helena após laudo apontar morte por asfixia
Bebê Helena morreu por asfixia, segundo laudo da perícia do Ceará - Foto: Reprodução

A mãe da bebê de 10 meses que morreu asfixiada foi indiciada pela Polícia Civil do Ceará após a conclusão das investigações sobre o caso.

Segundo a polícia, Ysabelle Rodrigues, de 29 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 22 anos — primo de Francisco Ray Magalhães, apontado como "ficante" de Ysabelle — foram indiciados pela morte da menina Helena.

A decisão foi tomada após o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontar que Helena não foi vítima de estupro, mas morreu por asfixia, contrariando a informação divulgada inicialmente pelo hospital que atendeu a criança.

Em nota, a defesa da mãe, representada pelo advogado Weryd Simões, afirmou que o indiciamento da cliente é um "grave equívoco" e que as investigações resultaram na prisão de pessoas inocentes.

"Trata-se da mesma investigação que, antes de esclarecer os fatos, promoveu a prisão de pessoas inocentes, arruinou reputações, submeteu cidadãos à exposição pública e colocou vidas em risco, circunstâncias que serão oportunamente demonstradas nos autos. A defesa está convicta de que o Ministério Público do Estado do Ceará realizará uma análise técnica, criteriosa e independente dos elementos constantes dos autos e, se necessário, o Poder Judiciário restabelecerá a correta aplicação da Justiça", diz a nota.

A defesa de Francisco Ray Magalhães, preso após a morte da menina, ressaltou que, desde o início, o cliente alegou inocência.

"Ele não foi indiciado por nenhuma prática criminosa que tenha culminado na morte da criança Helena, como esta defesa sempre sustentou desde o início", declarou a advogada. Segundo ela, os dois indiciados deverão responder pelo crime de homicídio culposo.

"Francisco Ray colaborou integralmente com a apuração dos fatos e permaneceu à disposição das autoridades", acrescentou a defesa, em nota enviada ao Metrópoles.

O Metrópoles informou que não localizou a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

Entenda o caso

  • Helena morreu no dia 13 de julho, após ser levada pela mãe a um hospital em Fortaleza.
  • Segundo relato prestado à polícia, Ysabelle Rodrigues afirmou que decidiu procurar atendimento médico ao perceber que a filha passava mal durante uma festa em um apartamento.
  • Em depoimento, ela disse que conheceu Francisco Ray Magalhães poucos dias antes do ocorrido.
  • Ainda de acordo com o relato, antes do caso, participou de uma festa de aniversário do avô e do tio dele.
  • Depois, foi convidada para uma confraternização em um apartamento no bairro Dionísio Torres.
  • A mãe afirmou que dormia em uma rede com Helena, mas decidiu levá-la para um quarto porque a criança estaria tossindo por causa do ar-condicionado.
  • Nesse momento, disse ter discutido com Roberto Levy e, em seguida, afirmou que "apagou". Quando acordou, percebeu que a filha estava em outra posição.
  • Segundo o depoimento, ela viu Roberto Levy sobre a criança, o empurrou e saiu correndo para pedir ajuda. Naquele momento, acreditava que Helena havia se engasgado.