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PF investiga uso de sites de apostas ilegais para lavagem de dinheiro

Na ação, foram bloqueados bens e valores que podem chegar a R$ 951,1 milhões

Por Sputnik Brasil 15/07/2026 17h05
PF investiga uso de sites de apostas ilegais para lavagem de dinheiro
Grupo era suspeito de utilizar sites ilegais de apostas para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas - Foto: © Bruno Peres/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (15) uma operação contra um grupo suspeito de utilizar sites ilegais de apostas para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Na ação, foram bloqueados bens e valores que podem chegar a R$ 951,1 milhões. A PF também apreendeu um imóvel de alto padrão e veículos de luxo. Os investigados estão proibidos de promover plataformas de apostas irregulares, e as empresas envolvidas tiveram as atividades suspensas.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória (ES), nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.

Batizada de Operação Slots, esta é a terceira ofensiva contra apostas online ilegais realizada apenas neste mês, contando com apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

Os investigados podem responder por crimes como exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava influenciadores digitais para divulgar sites irregulares, sem autorização para operar no Brasil. Os valores movimentados passavam por empresas criadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

As plataformas investigadas exibiam símbolos e referências ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), simulando regularidade. O dinheiro dos apostadores era direcionado a empresas sem permissão para atuar nesse segmento.

Segundo a PF, os suspeitos apresentavam patrimônio incompatível com a renda oficialmente declarada e utilizavam empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.