Nacional
Fiscalização interdita lar de idosos com fezes e baratas em Salvador
Inspeção encontrou problemas de higiene e estrutura. A gestora e três funcionárias foram levadas à delegacia
Um lar de idosos foi interditado nesta segunda-feira (13), no bairro de Roma, em Salvador, após uma fiscalização identificar problemas de higiene, estrutura e funcionamento. A gestora da instituição e três funcionárias foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos.
O lar de idosos Irmã Elizabete acolhia oito idosos. Após a interdição, seis deles foram transferidos para outro centro de acolhimento, enquanto os outros dois foram levados para unidades de saúde. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos acolhidos.
A operação foi realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com apoio da Polícia Civil, da Secretaria Municipal de Saúde e de outros órgãos de fiscalização.
Durante a inspeção, as equipes encontraram diversas irregularidades, entre elas presença de baratas, fezes espalhadas pelo chão, pisos soltos e problemas estruturais que comprometiam as condições de higiene e segurança do imóvel.
Segundo informações apuradas pela TV Bahia, a instituição já havia sido notificada pelo Ministério Público em novembro do ano passado. Na ocasião, a responsável pelo abrigo assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), comprometendo-se a encerrar as atividades e providenciar o retorno das idosas às suas famílias. No entanto, o acordo não foi cumprido.
A promotora de Justiça Ana Rita Nascimento afirmou que os familiares dos idosos também poderão ser responsabilizados, caso seja constatada a prática de abandono de incapaz.
“As famílias têm sua cota de responsabilidade também, quando deixam os idosos num local como esse e não voltam para visitar. Isso é abandono de incapaz, então nós vamos buscar as famílias”
Ainda de acordo com a promotora, a gestora do abrigo sequer possuía uma lista de contatos dos familiares dos idosos, situação que dificultou o processo de interdição e o encaminhamento dos acolhidos. Em casos como esse, a legislação prevê que os familiares sejam acionados para buscar os idosos e assumir os cuidados necessários.
As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas pelos órgãos responsáveis.

