Nacional
Organizadora mandou apagar vídeos após acidente fatal em salto em SP
Evelyne dos Santos é acusada de fraude processual e homicídio com dolo eventual
A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), revelou que a organizadora da atividade, Evelyne dos Santos, teria ordenado que funcionários apagassem imagens registradas por câmeras após os acidentes.
Segundo depoimentos, Evelyne pediu que fosse excluído o vídeo gravado pela GoPro usada por Maria Eduarda no momento da queda. Testemunhas também relataram que ela havia dado a mesma ordem meses antes, após um acidente envolvendo um menino de nove anos no mesmo local.
Apontada como líder da equipe nas redes sociais, Evelyne está presa e foi indiciada por homicídio com dolo eventual e fraude processual. Outros três integrantes, Vitor de Freitas, Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff, também foram indiciados, acusados de lançar a jovem sem a corda de segurança.
O relatório policial concluiu que os saltos eram realizados de forma clandestina e desorganizada, sem isolamento adequado da área e com elevado número de lançamentos em curto intervalo de tempo, o que aumentava os riscos.

