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Vendedor denuncia espancamento por grupo e roubo após ataque homofóbico

Caso aconteceu na noite de 22 de junho, na Praia das Palmeiras, em Santa Catarina

Por Redação com g1 30/06/2026 18h06
Vendedor denuncia espancamento por grupo e roubo após ataque homofóbico
Homem foi espancado por seis pessoas desconhecidas em Florianópolis - Foto: Reprodução/g1

Um homem de 44 anos denunciou ter sido vítima de um espancamento motivado por homofobia em Florianópolis, Santa Catarina. Além das agressões, ele também teve pertences roubados. O caso aconteceu na noite de 22 de junho, na Praia das Palmeiras, na região continental da capital catarinense.

À imprensa, a vítima, que preferiu não ter a identidade divulgada, contou que caminhava pela orla após sair do trabalho quando foi abordada por um grupo de seis homens.

Segundo o relato, cinco jovens, aparentemente estudantes, se aproximaram inicialmente. Pouco depois, um sexto suspeito, mais velho, passou a questioná-lo de forma agressiva.

De acordo com a vítima, o homem fez comentários ofensivos relacionados à sua orientação sexual antes de retornar com os demais integrantes do grupo para iniciar as agressões.

"Ele perguntou o que eu estava fazendo ali. Respondi que morava na região e estava apenas caminhando. Depois disso, começou a fazer ofensas por causa da minha voz", contou.

O vendedor afirmou que foi cercado e agredido com socos, chutes e golpes desferidos com o próprio tênis, que acabou sendo levado pelos criminosos. A chave da residência da vítima também foi roubada durante a ação.

Após o ataque, uma moradora da região prestou os primeiros socorros e acolheu o homem em sua residência. Em seguida, o marido dela o levou até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ele recebeu atendimento médico e permaneceu em observação por cerca de quatro horas para descartar traumatismo craniano.

Ainda na unidade de saúde, policiais militares registraram um boletim de ocorrência. Em nota, a Polícia Militar informou que equipes do 22º Batalhão realizaram buscas na região, mas nenhum suspeito foi localizado.

Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar os crimes de roubo e outros delitos relacionados ao caso. Conforme as investigações, a maioria dos suspeitos tem menos de 18 anos. Até o momento, ninguém foi preso ou apreendido.

O Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), também acompanha o caso e presta assistência ao homem.

Por receio de novas agressões, a vítima deixou a casa onde morava. Colegas de trabalho organizaram uma campanha virtual para ajudá-lo a recomeçar em um novo endereço.

"Eu nunca fiz mal para ninguém. Todo mundo me conhece, e ainda assim tentam encontrar uma justificativa para o que aconteceu. Eu não merecia passar por isso", desabafou.