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União avalia demolição da Ponte do Esqueleto após morte de jovem em salto

Vítima, moradora de Jandira (SP), foi lançada da ponte por instrutores de uma empresa privada, sem estar presa ao equipamento de segurança

Por Agência Brasil 16/06/2026 15h03
União avalia demolição da Ponte do Esqueleto após morte de jovem em salto
Vítima, moradora de Jandira (SP), foi lançada da ponte por instrutores de uma empresa privada, sem estar presa ao equipamento de segurança - Foto: Reprodução

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), está discutindo com os governos de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, a possível demolição da Ponte do Esqueleto após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13).

A vítima, moradora de Jandira (SP), foi lançada da ponte por instrutores de uma empresa privada, sem estar presa ao equipamento de segurança, de uma altura aproximada de 40 metros. O salto seria na modalidade rope jump, em que praticantes saltam de locais elevados.

Em nota à imprensa, a SPU informou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e ressaltou que nunca autorizou qualquer atividade no local.

Nesta segunda-feira (15), representantes da SPU e da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Felix (Podemos), para debater uma solução definitiva para a ponte, incluindo a possibilidade de demolição.

As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis defenderam a demolição imediata da estrutura, de propriedade da União. Segundo publicação da prefeita Cristina Saad em suas redes sociais, a medida deve ser adotada com urgência.

Após o encontro, o prefeito Murilo Felix destacou que a área apresenta riscos conhecidos há anos e, mesmo interditada, continua atraindo pessoas. "A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população", afirmou.

O prefeito também solicitou à Polícia Federal investigação sobre futuras atividades divulgadas nas redes sociais relacionadas à ponte.

Enquanto não há uma decisão definitiva, governos federal e municipais acordaram ações emergenciais para restringir o acesso à ponte.

Entre as medidas, estão a instalação de placas de advertência, bloqueio de entradas com barreiras físicas e a reabertura de valas para impedir a passagem até a estrutura. A prefeitura de Limeira relatou que uma vala aberta anteriormente para bloquear o acesso foi fechada sem autorização do município.

O acesso à ponte é considerado crime, já que o local não está liberado para uso público.