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Testemunha diz que câmera foi retirada do corpo de jovem jogada da ponte

Delegada aponta possível ocultação de provas em tragédia do rope jump

Por Redação 15/06/2026 15h03
Testemunha diz que câmera foi retirada do corpo de jovem jogada da ponte
Testemunha diz que câmera foi retirada do corpo de jovem jogada da ponte - Foto: Reprodução

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13) após ser lançada de uma ponte em Limeira (SP) sem a corda de segurança durante prática de rope jump. A jovem filmava o salto com uma câmera GoPro, mas o equipamento desapareceu.

Segundo uma testemunha, um funcionário da equipe teria retirado a câmera do corpo da vítima logo após a queda. “A primeira cena que eu lembro foi ver um dos funcionários tirando da alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro, preocupado com equipamento ou para querer esconder provas”, relatou Rafael Goulart.

A delegada responsável pelo caso, Andrea Danta Levy, confirmou que a perícia não encontrou o objeto. “O equipamento não foi localizado. Estivemos no local e realizamos diligências, mas não encontramos a câmera. Sinceramente, acredito que ela não esteja mais lá, considerando a quantidade de pessoas que compareceu posteriormente”, disse.

Depoimentos indicam que a gravação era um serviço adicional oferecido pela equipe, com custo de R$ 110 além do valor do salto, de R$ 180. A enfermeira Rayza Gabrieli, que aguardava para saltar e prestou os primeiros socorros, afirmou que não encontrou a câmera ao chegar para atender a vítima.

A tragédia ocorreu na Ponte do Esqueleto, estrutura de 40 metros de altura localizada em Limeira, que pertence à União e está em processo de incorporação pela Secretaria de Patrimônio. A Prefeitura de Limeira afirmou que vinha cobrando providências do governo federal para bloquear o acesso à ponte e classificou como “insustentável e inaceitável” a continuidade da omissão.

O governo federal declarou que já havia solicitado apoio às prefeituras locais para impedir o acesso e defendeu que os poderes públicos de todos os níveis precisam unir esforços para coibir atividades ilegais na ponte.

A Polícia Civil apura falha grave na checagem dos equipamentos. Testemunhas relataram que os instrutores esqueceram de conectar a corda principal ao corpo da jovem. Os três funcionários presos afirmaram não se recordar de quem era a responsabilidade pela fixação do equipamento.

Maria Eduarda caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelo Samu e Corpo de Bombeiros. A investigação segue para apurar responsabilidades tanto da equipe organizadora quanto das autoridades pela falta de fiscalização da ponte.