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Morte de Gabriel Ganley: entenda a cardiomiopatia hipertrófica
Doença pode ser genética ou agravada pelo uso de anabolizantes
A cardiomiopatia hipertrófica, condição citada no atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, provoca o espessamento anormal do músculo cardíaco. Essa alteração pode reduzir o espaço interno do coração, dificultar o bombeamento de sangue e favorecer arritmias graves que levam à morte súbita, muitas vezes sem aviso prévio.
A doença pode ter origem genética, transmitida de forma autossômica dominante, ou ser adquirida ao longo da vida. O uso de esteroides anabolizantes é apontado como um dos fatores que aceleram o crescimento desorganizado da parede cardíaca, aumentando o risco de necrose, fibrose e arritmias fatais.
Em muitos casos, a condição permanece silenciosa até momentos de esforço intenso, quando o coração é submetido a sobrecarga. Nessas situações, podem surgir arritmias malignas, como taquicardia ou fibrilação ventricular, capazes de interromper o fluxo sanguíneo e provocar parada cardiorrespiratória.
Além dos anabolizantes, o uso inadequado de insulina por fisiculturistas também pode ampliar os riscos, especialmente quando combinado a outras substâncias. Episódios de hipoglicemia grave podem causar convulsões, coma e até morte.
O diagnóstico é feito por exames como ecocardiograma e ressonância magnética cardíaca. O tratamento varia conforme a gravidade, podendo incluir medicamentos, restrição de exercícios intensos e, em casos selecionados, o implante de um cardioversor-desfibrilador para reverter arritmias fatais.


