Nacional
Ministro Nunes Marques abre inquérito contra Marco Buzzi, do STJ
Com a decisão, a Polícia Federal (PF) passa a atuar formalmente na investigação, com prazo inicial de 60 dias para conclusão dos trabalhos
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (14) a abertura de inquérito para apurar denúncias de assédio sexual contra o ministro afastado Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Com a decisão, a Polícia Federal (PF) passa a atuar formalmente na investigação, com prazo inicial de 60 dias para conclusão dos trabalhos.
A primeira denúncia contra Marco Buzzi partiu de uma jovem de 18 anos, que afirmou ter sido importunada sexualmente pelo ministro durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), onde estava hospedada na casa do magistrado junto com seus pais.
Após a repercussão do caso, ao menos outras duas mulheres procuraram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para relatar episódios de assédio atribuídos a Buzzi, desta vez no contexto de sua atuação como magistrado.
Em fevereiro, o plenário do STJ decidiu afastar Buzzi cautelarmente, enquanto uma sindicância é conduzida por três ministros relatores: Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raul Araújo. O prazo para conclusão da sindicância foi prorrogado no mês passado e deveria se encerrar nesta semana.
A defesa de Buzzi chegou a solicitar ao STF a suspensão da sindicância no STJ, mas o pedido foi negado por Nunes Marques.
No âmbito criminal, o caso tramita no STF, onde Buzzi possui foro privilegiado, sob relatoria de Nunes Marques. O ministro analisa a denúncia apresentada pela jovem de 18 anos, que já prestou depoimento à polícia e ao CNJ.
Defesa
Desde o início das investigações, Buzzi nega todas as acusações. Em nota divulgada nesta terça-feira (14), sua defesa afirmou que o ministro é alvo de uma “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa”.
O texto, assinado pelos advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, destaca que “os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória”.

