Nacional
TCU investiga uso de servidores e estrutura da Presidência em desfile de Janja no Carnaval
Tribunal fixou prazo de 15 dias para Casa Civil e Secom prestarem esclarecimentos; deputados denunciaram possível uso indevido da máquina pública.
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação sobre possíveis irregularidades no uso de recursos públicos pela Presidência da República durante o Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. A apuração tem como foco a participação da primeira-dama Janja em desfile na Marquês de Sapucaí.
A denúncia foi protocolada pelos deputados Adriana Ventura, Gilson Marques, Luiz Lima, Marcel van Hattem e Ricardo Salles, além do senador Eduardo Girão, todos filiados ao Partido Novo. Os parlamentares apontaram indícios de “uso indevido da máquina pública” com a “utilização da estrutura de cerimonial, de articulação institucional, bem como de apoio material e logístico de servidores do Poder Executivo Federal para a organização de carro alegórico”.
O TCU reconheceu que o pedido de medida cautelar para impedir a realização do evento perdeu a validade, uma vez que o desfile ocorreu em 15 de fevereiro. Apesar disso, os ministros decidiram, por unanimidade, dar continuidade à análise do caso e fixaram prazo de quinze dias para que a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência prestem esclarecimentos.
O que o TCU requisitou
A decisão exige dos órgãos a relação nominal de todos os servidores da Presidência deslocados para o Rio de Janeiro entre 1º e 18 de fevereiro de 2026 para dar suporte à primeira-dama, ao presidente ou a ministros durante o evento carnavalesco. O tribunal também requisitou um relatório financeiro com os custos de diárias, passagens, hospedagem e horas extras.
Os órgãos deverão informar ainda se houve participação de equipes do cerimonial em atividades como envio de convites, controle de presença e apoio à confecção de fantasias para convidados de um carro alegórico.
Outra investigação
O processo foi anexado a outra investigação em curso no TCU, que apura possíveis repasses de recursos da Embratur à mesma agremiação carnavalesca que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A relatoria do caso está com o ministro Augusto Nardes.


