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CPMI do INSS: saiba como votaram parlamentares em sessão que rejeitou relatório

Placar de 18 a 12 rejeitou texto que pedia indiciamento de Lulinha e Vorcaro; relatório alternativo do PT não chegou a ser votado.

Por Redação com agências 28/03/2026 14h02 - Atualizado em 28/03/2026 14h02
CPMI do INSS: saiba como votaram parlamentares em sessão que rejeitou relatório
Relatório final foi rejeitado por 18 votos a 12 e comissão termina sem parecer após sete meses de trabalho - Foto: Reprodução

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou os trabalhos na madrugada deste sábado (28) sem aprovar um relatório final. O texto do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi rejeitado por 18 votos a 12 após sete meses de investigações.

O relatório rejeitado pedia o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O documento foi elaborado com base em reportagens do portal Metrópoles, que revelaram o esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Relatório alternativo não foi votado

A maioria governista tentou emplacar um parecer alternativo de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, o texto não foi colocado em votação pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Como votaram os parlamentares

Votaram a favor do relatório de Alfredo Gaspar:

Magno Malta (PL-ES)


Marcio Bittar (PL-AC)


Izalci Lucas (PL-DF)


Eduardo Girão (Novo-CE)


Rogério Marinho (PL-RN)


Damares Alves (Republicanos-DF)


Coronel Fernanda (PL-MT)


Coronel Chrisóstomo (PL-RO)


Marcel Van Hattem (Novo-RS)


Alfredo Gaspar (PL-AL)


Adriana Ventura (Novo-SP)


Votaram contra o relatório de Alfredo Gaspar:

Soraya Thronicke (Podemos-MS)


Randolfe Rodrigues (PT-AP)


Jaques Wagner (PT-BA)


Eliziane Gama (PSD-MA)


Humberto Costa (PT-PE)


Jussara Lima (PSD-GO)


Rogério Carvalho (PT-SE)


Augusta Brito (PT-CE)


Teresa Leitão (PT-PE)


Meire Serafim (União-AC)


Átila Lira (PP-PI)


Orlando Silva (PCdoB-SP)


Rogério Correia (PT-MG)


Ricardo Ayres (Republicanos-TO)


Alencar Santana (PT-SP)


Paulo Pimenta (PT-RS)


Lindbergh Farias (PT-RJ)


Neto Carletto (Avante-BA)


Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)


Escândalo do INSS

O esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas foi revelado pelo Metrópoles em dezembro de 2023. Reportagens subsequentes mostraram que a arrecadação das entidades saltou para R$ 2 bilhões em um ano, enquanto associações respondiam a milhares de processos por fraudes.

As apurações levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal e alimentaram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, que culminou na demissão do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.