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Polícia de SP prende 10 suspeitos de aplicar golpe do falso advogado

Grupo, formado por nove homens e uma mulher, convencia as vítimas de que tinham valores a receber por supostas ações judiciais

Por Agência Brasil 27/03/2026 14h02
Polícia de SP prende 10 suspeitos de aplicar golpe do falso advogado
Grupo, formado por nove homens e uma mulher, convencia as vítimas de que tinham valores a receber por supostas ações judiciais - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu dez pessoas acusadas de integrar uma central criminosa que aplicava o golpe do “falso advogado”. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (26).

O grupo, formado por nove homens e uma mulher, convencia as vítimas de que tinham valores a receber por supostas ações judiciais. Em seguida, exigia pagamentos para a liberação do dinheiro. Os suspeitos utilizavam scripts prontos e uma base de dados com informações sensíveis sobre os alvos.

As equipes da polícia chegaram ao esquema após uma denúncia anônima. Ao chegarem à central criminosa, flagraram os envolvidos em plena atividade. Alguns tentaram destruir aparelhos para ocultar provas durante a abordagem.

Foram apreendidos 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com roteiros usados nas abordagens às vítimas, que passarão por perícia. Os detidos foram encaminhados ao 1º Distrito Policial de Itaquaquecetuba, onde permanecem presos à disposição da Justiça.

O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.

Mais prisões

No início da semana, a Polícia Civil prendeu 16 pessoas pelo mesmo crime em um imóvel no bairro de Ermelino Matarazzo, zona leste da capital. Durante a operação, foi identificada uma troca de mensagens com o comprovante de um pagamento de R$ 1,3 mil feito por uma vítima.

No estado de São Paulo, também foram presas quatro pessoas que se passavam por advogados. Os criminosos informavam que o precatório — requisições de pagamento emitidas pelo Judiciário para quitar dívidas de entes públicos — havia sido liberado. Em seguida, solicitavam o pagamento de taxas inexistentes via Pix.

As ações integram uma operação interestadual contra o golpe do falso advogado e fraudes em precatórios.