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Supremo decide se mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Participam do julgamento os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Dias Toffoli, também integrante do colegiado

Por Agência Brasil com Redação 13/03/2026 08h08
Supremo decide se mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (13) o julgamento virtual que vai decidir se a decisão do ministro André Mendonça, responsável por determinar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será mantida. O julgamento terá início às 11h.

Além de Vorcaro, o colegiado também vai analisar se permanecem as prisões do cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro, e do escrivão aposentado da Polícia Federal (PF), Marilson Roseno da Silva, suspeito de facilitar o acesso a informações sigilosas das investigações.

Participam do julgamento os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Dias Toffoli, também integrante do colegiado, declarou-se suspeito e não votará, reduzindo a decisão a quatro ministros.

Em caso de empate, o resultado favorece Vorcaro, que poderá ser solto.

Prisão

No último dia 4, Daniel Vorcaro voltou a ser preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal.

A decisão de prisão foi atendida pelo ministro André Mendonça após a PF apresentar novos elementos indicando que Vorcaro teria dado ordens diretas a outros investigados para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de acessar previamente informações das investigações.

Segundo a investigação, mensagens encontradas no celular de Vorcaro — apreendido pela PF — mostram ameaças ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.

Mourão também foi preso na terceira fase da operação e tentou contra a própria vida na carceragem da PF, em Belo Horizonte.

As apurações ainda apontam que Vorcaro mantinha contato direto com dois servidores do Banco Central, sendo informado sobre o andamento das investigações contra o Master no órgão.

Em 17 de novembro do ano passado, Vorcaro foi preso pela primeira vez ao tentar embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master por suspeita de fraudes.