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Suspeitos de estupro coletivo no RJ ficam isolados em presídio

Quatro réus por estupro de menor em Copacabana estão em celas separadas e aguardam audiência de custódia no sistema penitenciário do Rio

Por Redação com g1 05/03/2026 16h04
Suspeitos de estupro coletivo no RJ ficam isolados em presídio
Suspeitos de estupro coletivo no Rio de Janeiro foram presos - Foto: Reprodução

Os quatro homens presos no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana estão detidos em celas separadas dos demais internos na Cadeia Pública José Frederico Marques, localizada no bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, os detidos estão passando pelo protocolo inicial de triagem do sistema prisional, etapa em que os recém-chegados permanecem isolados da população carcerária enquanto são avaliados pelas autoridades.

Os suspeitos são João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Todos se apresentaram voluntariamente à polícia entre terça-feira (3) e quarta-feira (4), em diferentes delegacias da capital e da Baixada Fluminense.

Mattheus Verissimo Zoel Martins se apresentou à 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana na terça-feira, acompanhado por advogados. No mesmo dia, João Gabriel Xavier Bertho se entregou na 10ª Delegacia de Polícia de Botafogo. Já na quarta-feira, Vitor Hugo Oliveira Simonin compareceu à 12ª DP, enquanto Bruno Felipe dos Santos Allegretti se apresentou na 54ª Delegacia de Polícia de Belford Roxo.

A unidade prisional para onde foram encaminhados funciona como porta de entrada do sistema penitenciário fluminense. Segundo a administração penitenciária, os presos estão recebendo alimentação normalmente, incluindo refeições com arroz, feijão, salada, carne, legumes, fruta e suco.


Os quatro se tornaram réus após a 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente do Rio de Janeiro aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Eles respondem por estupro de vulnerável, devido à idade da vítima, além de cárcere privado.

No documento, promotores destacaram a gravidade do caso, citando a violência e a brutalidade relatadas no inquérito policial.

Os acusados ainda não passaram por audiência de custódia, procedimento que deve ocorrer a partir da tarde desta quinta-feira (5), quando a Justiça avaliará a legalidade das prisões.

A investigação também apura denúncias feitas por pelo menos duas outras jovens contra integrantes do mesmo grupo. Além disso, um adolescente é citado no caso e segue sob investigação, mas até a última atualização não havia mandado de apreensão contra ele.

Após a prisão, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho afirmou, em nota, que o acusado se entregou voluntariamente e nega participação no crime. Segundo os advogados, ele confia que a Justiça analisará os fatos de forma imparcial e decidirá pela improcedência da denúncia.