Nacional
Advogado denuncia esquema de “pré-blitz” e cobrança ilegal para escapar de fiscalização em Salvador
Prática conhecida como “atravessadores de blitz” pode cobrar até R$ 300 de motoristas
O advogado Bruno Sobral utilizou as redes sociais, nessa sexta (30), para denunciar uma prática que tem gerado preocupação entre condutores nas ruas de Salvador: a chamada “pré-blitz”. Segundo o especialista em Direito de Trânsito, pessoas se posicionam metros antes de operações policiais para abordar motoristas e cobrar valores em troca de orientação para evitar a fiscalização.
De acordo com o advogado, a prática não é nova e envolve indivíduos conhecidos como “atravessadores de blitz”, que se apresentam aos condutores oferecendo “ajuda” para que veículos em situação irregular escapem das abordagens.
O valor cobrado pode chegar a R$ 300, permitindo a passagem sem risco de multa, mesmo quando o motorista não atende aos requisitos legais para conduzir o veículo.
"Se a polícia alegar que não sabe e que não está vendo isto que ocorre em TODOS os finais de semana em suas operações "na cara dela" seria muita desfaçatez, para não usar termo ainda pior", desabafou.
Para o advogado, a situação reforça a percepção de que as blitz teriam caráter predominantemente arrecadatório.
Na avaliação do especialista, enquanto o objetivo principal das ações de fiscalização continuar sendo a arrecadação de multas, o trânsito seguirá registrando vítimas e prejuízos a famílias.
Ele também questiona o discurso oficial de que as blitz têm como finalidade exclusiva salvar vidas, destacando que a Administração Pública arrecada bilhões de reais por ano com multas de trânsito. Para Sobral, esse modelo dificulta mudanças estruturais e o enfrentamento efetivo de práticas ilegais como a pré-blitz, que, segundo ele, seguem ocorrendo à vista de todos.
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