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Crime brutal contra cão Orelha gera comoção nas redes sociais; entenda
Quatro adolescentes são suspeitos de agredirem animal até a morte
Os quatro adolescentes suspeitos de causar a morte do cão Orelha, na região da Praia Brava, em Florianópolis, não podem ser presos pelo crime. Embora o caso tenha tomado grande comoção no país inteiro, por serem menores de idade, os suspeitos estão sujeitos a medidas socioeducativas, diferentes da prisão.
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro suspeitos de terem agredido o cão até a morte. Nesta segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos. Aparelhos eletrônicos foram apreendidos, mas ninguém foi detido.
A 10° Promotoria de Justiça deverá ouvir os quatro adolescentes suspeitos e avaliar as consequências cabíveis segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Se comprovada a prática dos maus-tratos contra o animal, os adolescentes serão submetidos a medidas socioeducativas, com prazo máximo de 3 anos.
Mascote local
Orelha era mascote local e tinha 10 anos de idade. O cão foi acolhido por moradores e era conhecido por frequentadores da Praia Brava. O animal foi encontrado em estado grave após sumir por alguns dias.
Moradores levaram o animal para uma clínica veterinária, mas devido à gravidade dos ferimentos, precisou passar por eutanásia.
Repercussão
A morte do cão mobilizou a comunidade local e frequentadores da praia, com forte presença nas redes sociais. No sábado (17), os moradores realizaram um ato público com faixas e cartazes pedindo punição aos responsáveis.
O ato tomou proporções depois de ser divulgado por famosos como a ativista ambiental Luisa Mell e a cantora Ana Castela.


