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Caneta emagrecedora comprada ilegalmente no Paraguai leva mulher a internação grave em BH

Uso sem prescrição e produto sem registro no Brasil levantam suspeita de intoxicação medicamentosa

Por Redação com agências 21/01/2026 09h09
Caneta emagrecedora comprada ilegalmente no Paraguai leva mulher a internação grave em BH
Uso de medicamento emagrecedor comprado ilegalmente no Paraguai deixa mulher em estado grave - Foto: Arquivo

Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte após apresentar complicações associadas ao uso de uma caneta para emagrecimento adquirida de forma irregular. Segundo familiares, o produto foi comprado no Paraguai e utilizado sem acompanhamento médico.

A paciente, auxiliar administrativa, procurou atendimento hospitalar com dores abdominais intensas. Com a evolução do quadro, surgiram alterações neurológicas, incluindo dificuldades de fala e de movimentos, além de comprometimento do funcionamento de órgãos. A equipe médica avalia a possibilidade de uma síndrome com impacto direto no sistema neuromuscular.

Exames indicaram intoxicação medicamentosa, de acordo com a família. A embalagem do produto foi levada para análise em um hospital da capital mineira, mas não foi possível identificar a composição, já que o medicamento não possui registro no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que nem todas as canetas emagrecedoras são autorizadas no país. Produtos não regulamentados não oferecem garantias quanto à procedência, à dosagem ou às substâncias presentes, o que amplia os riscos à saúde.

Especialistas destacam que medicamentos para tratamento da obesidade devem ser utilizados apenas quando indicados por profissionais habilitados. O uso sem prescrição e a compra fora de canais autorizados podem resultar em reações graves.

A orientação médica é que esses medicamentos sejam adquiridos exclusivamente em farmácias regularizadas, mediante receita. A aplicação ou comercialização por clínicas e vendedores fora das normas de segurança não é recomendada.

Em nota, a Anvisa afirmou que a fiscalização de clínicas cabe às vigilâncias sanitárias municipais. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que, ao constatar irregularidades, pode apreender produtos, aplicar multas e interditar estabelecimentos. O município também destacou a realização de ações de fiscalização e reforçou a importância de denúncias pelos canais oficiais, como o portal de serviços e o telefone 156.