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INSS adota fila nacional para agilizar análise de benefícios e reduzir tempo de espera

Nova portaria unifica filas em todo o país e permite atuação de servidores onde a demanda é maior

Por Redação* 14/01/2026 12h12
INSS adota fila nacional para agilizar análise de benefícios e reduzir tempo de espera
Medida prioriza análise de pedidos mais antigos e benefícios com maior volume de solicitações - Foto: Assessoria

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou, nesta semana, a Portaria PRES/INSS nº 1.919 no Diário Oficial da União, promovendo alterações no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e no Pagamento Extraordinário. A principal mudança prevista na norma é a nacionalização da fila de análise dos pedidos, com o objetivo de diminuir o tempo de espera e reduzir o volume de requerimentos pendentes em todo o país.

Com a nova medida, a fila do INSS deixa de ser organizada por regiões e passa a funcionar de forma unificada em nível nacional. Na prática, isso possibilita que servidores de localidades com menor tempo médio de espera atuem na análise de processos de regiões onde a demanda é mais elevada, ampliando a capacidade de atendimento e promovendo maior equilíbrio na tramitação dos pedidos.

A mudança permite a otimização do fluxo de trabalho relacionado à concessão e à revisão de benefícios previdenciários. A portaria também define critérios para a participação dos servidores no programa, estabelecendo limites de tarefas diárias, regras de controle de qualidade e restrições para profissionais que estejam cedidos a outros órgãos.

Prioridades

Com a publicação da portaria, o INSS passa a priorizar a análise de pedidos de pessoas que aguardam há mais tempo por uma resposta do Instituto. A estratégia também direciona atenção especial aos benefícios com maior volume de solicitações, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade.

Atuação mais eficiente

De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, a iniciativa torna o uso da força de trabalho mais eficiente. “Transformamos a fila que era regional em fila nacional, possibilitando assim uma maior igualdade, um maior número de pessoas atuando naqueles casos em que a fila é maior. A ideia é que a força de trabalho das regiões com melhores indicadores possa atuar nos processos daqueles que estão esperando mais tempo. Além disso, nós focamos naqueles benefícios que possuem maior número de pessoas aguardando. Essa é a prioridade para a gente atacar essa fila de verdade, tais como os casos do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e os benefícios por incapacidade. Isso representa quase 80% da nossa fila e esses são aqueles que vamos atacar prioritariamente”.

*Com informações da Assessoria