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Lula avalia nome da Petrobras para substituir Lewandowski no Ministério da Justiça

Advogado-geral Wellington Lima e Silva tem perfil técnico, proximidade com o Planalto e passagem relâmpago pela pasta no governo Dilma

Por Redação com agências 13/01/2026 09h09
Lula avalia nome da Petrobras para substituir Lewandowski no Ministério da Justiça
Lewandowski - Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar o atual advogado-geral da Petrobras, Wellington Lima e Silva, para assumir o comando do Ministério da Justiça, após a saída de Ricardo Lewandowski, confirmada na semana passada.

Nos bastidores do governo federal, Wellington é visto como um nome de perfil semelhante ao do antecessor: técnico, com forte formação jurídica e pouca vocação para articulação política no Congresso Nacional.

Wellington Lima e Silva mantém relação próxima com Lula e com integrantes do núcleo duro do Planalto. Ele comandou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, período em que foi responsável pela análise jurídica de decretos, portarias e projetos de lei do Executivo.

No exercício da função, consolidou bom trânsito com o alto escalão do governo, especialmente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a quem era diretamente subordinado na estrutura administrativa.

A trajetória de Wellington no poder público inclui uma passagem relâmpago pelo próprio Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff. Na ocasião, ele permaneceu no cargo por apenas 11 dias.

A saída ocorreu após o Supremo Tribunal Federal apontar que sua nomeação exigia exoneração prévia do Ministério Público da Bahia, órgão ao qual Wellington era vinculado à época.

Mesmo com o episódio, o advogado manteve prestígio nos meios jurídicos e políticos. Seu nome chegou a ser cotado, em diferentes momentos, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, embora nunca tenha avançado formalmente.

A possível nomeação ocorre em meio a discussões internas no governo sobre o futuro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que pode ser desmembrado em duas pastas distintas, ampliando a reorganização ministerial no início de 2026.