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Foguete que transportava equipamentos brasileiros desaparece após falha técnica

Decolagem ocorreu a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota

Por Agência Brasil 12/01/2026 16h04
Foguete que transportava equipamentos brasileiros desaparece após falha técnica
Pouco mais de seis minutos após o lançamento, foi identificada uma falha no terceiro dos quatro estágios do foguete - Foto: Reprodução

O lançamento do foguete indiano PSLV-C62, realizado na madrugada desta segunda-feira (12), terminou com o desaparecimento do veículo após uma falha técnica. O foguete transportava 15 equipamentos, incluindo o satélite indiano de observação da Terra EOS-N1 e cinco satélites brasileiros. Até o momento, a Agência Espacial Indiana (Isro) não divulgou informações sobre o local onde o foguete pode ter caído.

A decolagem ocorreu às 10h17, no horário local da Índia (1h48, horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota. Pouco mais de seis minutos após o lançamento, foi identificada uma falha no terceiro dos quatro estágios do foguete, o que alterou sua trajetória.

“A missão PSLV-C62 detectou uma anomalia no final do estágio PS3. Uma análise detalhada foi iniciada”, informou a Isro em uma rede social.

Este foi o 64º voo do foguete PSLV. Além do satélite indiano, a missão levava o nanossatélite brasileiro Aldebaran-I e outros quatro cubesats desenvolvidos no Brasil.

O Aldebaran-I foi desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio institucional e financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB), como protótipo para validação de novas tecnologias.

O projeto do satélite começou há cinco anos. O nome Aldebaran-I faz referência à estrela mais brilhante da constelação de Touro, de origem árabe, que significa “seguidor”. O nanossatélite segue o padrão cubesat 1U, com formato cúbico e 10 centímetros de lado.

O equipamento seria utilizado para auxiliar na localização de queimadas e em missões de busca e resgate de pequenas embarcações pesqueiras em situação de risco no mar, contribuindo com as autoridades costeiras brasileiras.

O nanossatélite servia como uma prova de conceito, ou seja, um protótipo para validar uma nova tecnologia espacial.