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PF investiga redução de ônibus que pode ter prejudicado eleitores em 5 estados

Segundo a PF, o objetivo é esclarecer os motivos da diminuição da frota em circulação e verificar se a situação impediu ou prejudicou o exercício do voto

Por Redação 26/10/2026 10h10
PF investiga redução de ônibus que pode ter prejudicado eleitores em 5 estados
PF apura redução de ônibus durante votação em cinco estados, incluindo AL - Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) abriu investigações para apurar se a redução da circulação de ônibus no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25), dificultou o deslocamento de eleitores até os locais de votação. As ocorrências estão sendo apuradas em Sergipe, São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí.

Segundo a PF, o objetivo é esclarecer os motivos da diminuição da frota em circulação e verificar se a situação impediu ou prejudicou o exercício do voto. O artigo 297 do Código Eleitoral prevê pena de até seis meses de detenção, além de multa, para quem impedir ou dificultar o exercício do sufrágio.

O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Dennis Cali, afirmou que os casos ainda estão em análise. Segundo ele, as investigações contam com a participação dos tribunais regionais eleitorais, do Ministério Público Eleitoral e de outras forças policiais.

As equipes já realizam diligências, incluindo a coleta de depoimentos e verificações nos locais onde foram registradas as ocorrências.

A redução da frota de ônibus também levou a campanha do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a solicitar a ampliação do horário de votação nas regiões afetadas. O pedido foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estenderam a votação por duas horas, até as 19h.

Até o início da noite de domingo, a Polícia Federal havia instaurado três inquéritos, registrado 44 termos circunstanciados e encaminhado 56 pessoas a delegacias para apurar possíveis crimes eleitorais. Entre as principais ocorrências estavam violações do sigilo do voto, propaganda eleitoral irregular e desobediência às normas eleitorais.

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