Municípios
Mercado das Artes 31 celebra quatro anos como espaço de cultura, encontros e identidade alagoana
Em quatro anos, espaço no Jaraguá se consolidou como ponto de encontro entre moradores, turistas, artesãos, artistas e a cultura alagoana
Há lugares que a gente visita para comprar. E há lugares que a gente visita para viver uma experiência. Em quatro anos de história, o Mercado das Artes 31, no bairro histórico de Jaraguá, vem construindo justamente essa segunda relação com o público. Mais do que um espaço de compras, o mercado se transformou em um ponto de encontro entre artesanato, gastronomia, música e manifestações culturais de Alagoas.
Instalado em um antigo armazém na região portuária de Maceió, o Mercado das Artes abriu as portas em 2022 com a proposta de reunir, em um só endereço, produtos e expressões da cultura alagoana e nordestina. Hoje, o espaço reúne mais de 100 lojas e recebe moradores e visitantes que chegam em busca de peças artesanais, moda, decoração, gastronomia e também de momentos de lazer.
A programação cultural passou a fazer parte da rotina do espaço. Aos fins de semana, a praça central ganha música e encontros gratuitos, com apresentações que passeiam por ritmos como forró e samba. Ao longo do ano, o Mercado também recebe saraus, exposições, oficinas, apresentações de folguedos e outras iniciativas que aproximam o público da produção artística local. Em 2026, por exemplo, o espaço recebeu uma Semana da Cultura Popular, com apresentações de folguedos, exposição fotográfica, lançamento de livro e oficinas.
A ideia é fazer com que a cultura não esteja apenas nas prateleiras, mas também circule pelos corredores, ocupe a praça e faça parte da experiência de quem passa pelo local.
“Quando pensamos no Mercado das Artes nunca quisemos criar apenas um centro de compras. A nossa ideia sempre foi construir um equipamento turístico e cultural, um lugar onde o turista possa conhecer a nossa arte e o nosso artesanato, mas onde o alagoano também se sinta pertencente. É um ambiente organizado, acolhedor, que reúne arte, artesanato, gastronomia, música e cultura em um só lugar”, destaca Matheus Vilela, diretor do Mercado das Artes 31.
Essa mistura é também o que faz do Mercado um ponto de conexão entre quem chega e quem vive a cidade. Para o turista, o espaço funciona como uma vitrine da identidade alagoana, reunindo peças como filé, renda, trabalhos em palha, barro, cerâmica, madeira, além de moda, acessórios e objetos de decoração. Para os moradores, é um endereço de lazer, gastronomia e programação cultural gratuita.
A relação com a cultura popular também tem ganhado cada vez mais espaço. Apresentações de grupos tradicionais, como o Fandango do Pontal, já fizeram parte da programação, assim como encontros dedicados à poesia e à música. O Mercado também passou a apoiar iniciativas de difusão da produção musical alagoana, ampliando seu papel como espaço de circulação para artistas locais.
Ao completar quatro anos, o Mercado das Artes 31 alcançou uma nova etapa tendo como principal patrimônio aquilo que não cabe em uma vitrine: a experiência. Entre uma compra e outra, há música, conversa, comida, arte, memória e encontro. É nesse movimento que o espaço vem fortalecendo sua vocação como um dos lugares onde Maceió pode ser conhecida não apenas pelos olhos, mas também pelos sons, sabores e histórias de sua cultura.
Localizado na Avenida Industrial Cícero Toledo, 31, no Jaraguá, o Mercado das Artes 31 funciona diariamente e mantém programação cultural ao longo do ano.
