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Meningite exige atenção em Alagoas e reforça cuidados com a vacinação
Data mundial da doença chama atenção para a prevenção, os sintomas e a necessidade de procurar atendimento diante dos primeiros sinais
A meningite volta a ganhar destaque em Alagoas nesta segunda-feira (5), data dedicada mundialmente à conscientização sobre a doença. O alerta reforça a importância da vacinação e da identificação rápida dos sintomas, especialmente diante da possibilidade de evolução acelerada em alguns casos.
A doença é caracterizada pela inflamação das membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser provocada por diferentes agentes, entre eles vírus, bactérias e fungos. As formas bacterianas, especialmente a doença meningocócica, estão entre as mais graves e podem evoluir rapidamente.
Em Maceió, os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram a necessidade de manter a atenção. Em 2025, foram registrados 20 casos de doença meningocócica, sendo 15 de meningite meningocócica do tipo B, três do tipo C e dois casos de meningococcemia. No mesmo período, seis pessoas morreram em decorrência da doença.
Em 2026, até o momento considerado no levantamento divulgado pela SMS, foram confirmados 33 casos de meningite. Desse total, 14 correspondem à doença meningocócica causada pelo sorotipo B. Entre os casos de doença meningocócica, foram contabilizados cinco óbitos.
Vacinação é uma das principais formas de proteção
A imunização está entre as principais estratégias para reduzir o risco de formas graves da meningite. Em Maceió, a cobertura vacinal informada pela Secretaria de Saúde chega a 84,29% entre crianças menores de 1 ano e a 87,97% entre aquelas com 1 ano.
A orientação para pais e responsáveis é verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para conferir se existem doses pendentes ou se é necessário atualizar o esquema de imunização.
A recomendação ganha importância principalmente entre crianças, grupo considerado mais vulnerável às formas graves da doença.
Sintomas exigem atenção
Os primeiros sinais podem se manifestar de diferentes maneiras, mas alguns sintomas devem servir de alerta. Entre os mais comuns estão febre, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência, confusão mental e sensibilidade à luz.
Em bebês e crianças pequenas, também podem aparecer irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar e sonolência excessiva. Manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele, associadas à piora rápida do estado geral, podem indicar doença meningocócica e exigem atendimento imediato.
Segundo o infectologista Renee Oliveira, do Bloco I do Pam Salgadinho, a velocidade de evolução da doença torna fundamental reconhecer os sinais e buscar assistência médica o quanto antes.
Diagnóstico rápido pode fazer diferença
A meningite pode apresentar diferentes níveis de gravidade, dependendo do agente causador. Por isso, diante de sintomas suspeitos, a recomendação é não esperar que o quadro evolua para procurar atendimento.
O diagnóstico e o tratamento devem ser realizados por profissionais de saúde, que irão avaliar os sintomas e indicar os exames e cuidados necessários conforme cada situação.
Além da vacinação, a população deve manter atenção aos sinais da doença e seguir as orientações dos serviços de saúde. A combinação entre prevenção, informação e atendimento rápido é fundamental para reduzir os riscos associados às formas mais graves da meningite.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que manter a vacinação em dia continua sendo uma das principais medidas de proteção, sobretudo para as crianças.
