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Academia Maceioense de Letras é invadida duas vezes em uma semana
Criminosos danificaram estrutura do prédio e furtaram equipamentos e toda a fiação elétrica da sede, na Cambona
A sede da Academia Maceioense de Letras (AML) foi invadida e furtada duas vezes durante a última semana, no bairro da Cambona, em Maceió. As ações ocorreram durante a madrugada e foram registradas por câmeras de segurança.
De acordo com a entidade, três criminosos participaram das invasões. Para entrar no imóvel, localizado na Rua General Hermes, eles quebraram telhas e danificaram o forro de PVC.
Além dos danos à estrutura, foram furtados equipamentos e objetos da Academia, entre eles ar-condicionado, ventiladores e um botijão de gás. Os criminosos também retiraram toda a fiação elétrica da sede.
Em artigo publicado nesta terça-feira (29) no jornal Tribuna Independente, o presidente da AML, Jorge Soares, lamentou os prejuízos causados à instituição.
“Os invasores quebraram telhas para alcançar o interior do prédio. Depois, destruíram o forro de PVC, deixando marcas de destruição em um patrimônio que pertence à cultura maceioense. Ar-condicionado, ventiladores, botijão de gás e outros equipamentos também foram danificados e subtraídos. Não bastasse a invasão, os criminosos levaram toda a fiação elétrica da sede, deixando às escuras a casa do saber.”
A retirada dos cabos deixou o prédio sem energia elétrica e, segundo a Academia, comprometeu o funcionamento das atividades realizadas no espaço, utilizado por pesquisadores, estudantes e frequentadores.
Polícia é acionada após primeira invasão
Segundo a AML, a Polícia Militar foi acionada após a primeira ocorrência e esteve no local. No entanto, os criminosos voltaram à sede na madrugada seguinte e realizaram uma nova ação.
Diante dos novos prejuízos, a direção da Academia buscou apoio da Polícia Militar de Alagoas. O comandante-geral da corporação, coronel Paulo Amorim, afirmou que pretende adotar providências e agendar uma reunião com representantes da AML para discutir medidas de apoio e reforço do policiamento na região.
Para Jorge Soares, os episódios ultrapassam os danos materiais e atingem uma instituição voltada à preservação da memória e da literatura de Maceió.
“A criminalidade não pode transformar nossas ruas, nossas casas e nossas instituições em territórios de medo. Muito menos pode atingir lugares que existem para cultivar educação, literatura e cidadania. Cada fio arrancado, cada telha quebrada e cada equipamento levado representa também uma agressão à memória cultural da capital do Estado.”
A Academia Maceioense de Letras ainda não informou o valor total dos prejuízos provocados pelas invasões.
