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Morre Luiz Gutemberg, jornalista alagoano que acompanhou o escândalo de Watergate
Escritor e jornalista teve contato com Benjamin Bradlee, editor do Washington Post durante a investigação que derrubou Richard Nixon
O jornalista e escritor alagoano Luiz Gutemberg morreu neste sábado (15), em Brasília, aos 89 anos. Ele estava internado no Hospital do Coração e, segundo informações divulgadas, morreu em decorrência de uma pneumonia.
Natural de Maceió, onde nasceu em 1937, Gutemberg construiu uma trajetória de destaque no jornalismo brasileiro e teve contato direto com nomes ligados a um dos episódios mais importantes da imprensa mundial: o escândalo de Watergate.
Durante sua carreira, o alagoano conviveu com Benjamin Bradlee, então editor-executivo do Washington Post, que esteve à frente da cobertura jornalística que revelou o esquema de espionagem e as tentativas do governo de Richard Nixon de encobrir o caso.
A trajetória profissional de Gutemberg começou no fim dos anos 1950, quando deixou Maceió e se mudou para o Rio de Janeiro. Ele ingressou no Jornal do Brasil durante a reformulação editorial conduzida por Odylo Costa Filho, integrante da Academia Brasileira de Letras.
Anos depois, Gutemberg chegou ao cargo de diretor do jornal, consolidando sua atuação no meio jornalístico nacional.
Além da imprensa, o alagoano também se dedicou à literatura e à política. Entre seus trabalhos está uma biografia do deputado Ulysses Guimarães, além de obras de ficção.
Um dos livros publicados por Gutemberg foi o romance O Anjo Americano, cuja história passa por Maceió e Rio de Janeiro, duas cidades ligadas à trajetória do escritor.
