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Trabalhadores da Casal anunciam nova paralisação de 48 horas

Sindicato afirma que mobilização cobra avanços no acordo coletivo e denuncia sucateamento da companhia

Por Redação com Assessoria 03/07/2026 12h12
Trabalhadores da Casal anunciam nova paralisação de 48 horas
Mobilização nos dias 7 e 8 de julho terá ato em frente à sede da empresa e cobra avanços no acordo coletivo e melhorias nas condições de trabalho - Foto: Assessoria

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) decidiram ampliar a mobilização e promover uma nova paralisação de advertência nos dias 7 e 8 de julho. Convocado pelo Sindicato dos Urbanitários, o movimento terá duração de 48 horas e busca pressionar a direção da empresa por avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A paralisação terá início às 8h da próxima segunda-feira (7), com concentração em frente à sede da Casal, no Centro de Maceió.

Segundo o sindicato, além de reivindicar melhorias nas negociações do ACT, a mobilização também denuncia o que a categoria considera um processo de sucateamento da empresa e a precarização das condições de trabalho nas unidades operacionais.

O novo protesto ocorre pouco mais de uma semana após a primeira paralisação de advertência, realizada em 26 de junho, quando os trabalhadores já haviam demonstrado insatisfação com o andamento das tratativas.

Sindicato diz que greve é "último recurso"


A presidente do Sindicato dos Urbanitários, Dafne Orion, afirmou que a categoria recorreu à paralisação após diversas tentativas de negociação sem acordo.

"Ninguém entra em greve por vontade. A greve é o último recurso daqueles que tentaram ao máximo ser ouvidos e não conseguiram", declarou.

A dirigente também destacou a atuação dos funcionários da Casal na manutenção do abastecimento de água em Alagoas e defendeu a valorização da categoria.

"Os trabalhadores da Casal são os mesmos que enfrentam sol, chuva, todas as emergências madrugadas adentro para garantir que a água chegue na casa de todos os alagoanos e alagoanas. Defender esses trabalhadores é defender um serviço público com qualidade. Não existe saneamento com qualidade sem trabalhadores respeitados e valorizados", afirmou.

Apesar da nova paralisação, o sindicato informou que continua aberto ao diálogo e defende uma negociação que atenda às reivindicações da categoria sem comprometer a prestação dos serviços à população.