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Servidores param escola no Cepa por excesso de trabalho diário
Funcionários denunciam sobrecarga, afastamentos por doenças e cobram concurso público urgente
Funcionários da Escola Teotônio Vilela, localizada no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió, suspenderam as atividades nesta semana em protesto contra a sobrecarga de trabalho.
A paralisação chama atenção para a redução no quadro de servidores e o aumento das demandas nas unidades de ensino integral.
Na cozinha da escola, a situação é considerada crítica. Atualmente, apenas três merendeiras estão em atividade, sendo duas no turno da manhã e uma à tarde, enquanto outras duas profissionais foram afastadas por problemas de saúde relacionados ao trabalho.
Com a ampliação da oferta de refeições completas nas escolas, a carga de serviço aumentou significativamente.
Segundo representantes da categoria, a realidade enfrentada nas unidades é insustentável. Em muitos casos, uma única trabalhadora é responsável por preparar alimentação para centenas de estudantes.
A categoria reivindica a realização de concurso público para recompor o quadro de funcionários, defasado há quase duas décadas.
Dados da perícia médica estadual reforçam o cenário de desgaste. O número de servidores afastados por doenças ocupacionais mais que dobrou nos últimos anos, saltando de 290 casos em 2021 para 593 em 2025. Apenas nos primeiros meses deste ano, já foram registrados mais de 200 afastamentos.
Sem reposição desde o último concurso, realizado em 2006, a rede estadual acumula perdas significativas no número de profissionais, o que, segundo os trabalhadores, impacta diretamente na qualidade do serviço e nas condições de trabalho dentro das escolas.
*Com informações Assessoria


