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Braskem reconhece contaminação da água em Marechal Deodoro após laudo técnico

Relatório aponta presença de organoclorados e exige continuidade da descontaminação

Por Redação 25/03/2026 14h02
Braskem reconhece contaminação da água em Marechal Deodoro após laudo técnico
Braskem reconhece contaminação da água em Marechal Deodoro após laudo técnico - Foto: Reprodução

Três décadas após o vazamento de toneladas de organoclorados na antiga Alclor Química de Alagoas, o lençol freático do Polo Cloroquímico de Marechal Deodoro continua contaminado. A informação consta em laudo elaborado pelo geólogo Perillo Rostan de Mendonça Wanderley, datado de agosto de 2025 e encaminhado à Braskem, dentro das exigências do Ministério Público de Alagoas.

O documento mostra que, mesmo com ações de extração de água e vapores do solo, ainda há presença significativa de contaminantes. Em maio e junho de 2025, foram retirados mais de 67 mil quilos de substâncias tóxicas, mas os aquíferos saturado e insaturado seguem comprometidos.

A promotora Maria Luísa Maia Santos instaurou procedimento administrativo em janeiro de 2026 para acompanhar o cumprimento da sentença que condenou a empresa em 2006. O MP/AL exige relatórios periódicos, transparência nos resultados e novas medidas de mitigação.

O Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe acompanha o caso desde o acidente e afirma que ainda há risco para a população que utiliza poços artesianos. Estudos apontam possível aumento de casos de leucemia na região.

Em nota, a Braskem declarou que vem cumprindo suas obrigações judiciais e que as ações de descontaminação continuam sob acompanhamento das autoridades.