Municípios
Sesau intensifica análise da água distribuída pelas concessionárias em Alagoas
O monitoramento da qualidade da água destinada ao consumo humano é realizado em parceria com os municípios
Garantir que a água consumida pela população alagoana esteja dentro dos padrões de potabilidade é uma das prioridades do Programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (VIGIAGUA), coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A iniciativa acompanha e analisa a água distribuída nos 102 municípios do estado por concessionárias públicas e privadas, assegurando o cumprimento dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O monitoramento da qualidade da água destinada ao consumo humano é realizado em parceria com os municípios e registrado no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA). Entre os parâmetros avaliados no Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL), destacam-se três indicadores essenciais para aferir as condições sanitárias da água: cloro residual livre, turbidez e coliformes totais.
Segundo dados do SISAGUA referentes ao primeiro bimestre de 2026, Alagoas contabilizou 3.722 registros de análises de água, sendo 1.548 de cloro residual livre, 1.182 de turbidez e 992 de coliformes totais. Em 2025, o Estado realizou 28.221 análises, distribuídas em 14.682 de cloro residual livre, 12.680 de turbidez e 8.594 de coliformes totais.
A gerente de Vigilância em Saúde Ambiental da Sesau, Isabel Castro, explica que esses indicadores permitem verificar se a água está própria para consumo, se apresenta níveis adequados de transparência e se há indícios de contaminação microbiológica. “As análises diagnosticam a situação do abastecimento de água no Estado, verificam o cumprimento das normas de potabilidade vigentes e avaliam possíveis riscos à saúde, como a transmissão de doenças de veiculação hídrica”, ressalta.
Além disso, Isabel Castro destaca que o VIGIAGUA contribui para reduzir a morbimortalidade causada por doenças transmitidas pela água. “Por meio das análises, minimizamos os riscos relacionados ao consumo de água não segura e orientamos a população sobre boas práticas domiciliares no uso e armazenamento da água para consumo”, acrescenta.
“A disponibilização dessas informações à população fortalece o controle social e a participação da sociedade no acompanhamento da qualidade da água consumida. Os dados também subsidiam o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao saneamento básico, à preservação dos recursos hídricos e à proteção do meio ambiente”, conclui a gerente de Vigilância em Saúde Ambiental da Sesau.


