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Maceió registra mais de mil casos de gastroenterite em janeiro
Crianças são maioria entre os atendimentos nas UPAs da capital
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Benedito Bentes, Trapiche da Barra e Santa Lúcia contabilizaram, entre os dias 1º e 20 de janeiro, 1.062 atendimentos relacionados a gastroenterite infecciosa. A doença, que provoca diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal, febre e pode evoluir para desidratação, tem levado um grande número de pacientes às unidades de urgência em Maceió.
A UPA Benedito Bentes concentrou o maior volume de casos, com 547 registros. No Trapiche da Barra foram 379 atendimentos, enquanto a unidade de Santa Lúcia somou 136 ocorrências.
De acordo com o infectologista Leandro Teitelroit, a maior parte dos pacientes é formada por crianças menores de 5 anos, grupo mais vulnerável à desidratação. Idosos também apresentam risco elevado de complicações, enquanto adultos costumam ter quadros mais leves.
Tratamento
O médico explica que a hidratação é a principal medida para combater a doença. A reposição de líquidos e eletrólitos deve ser feita preferencialmente por via oral, mas em casos moderados ou graves pode ser necessária a hidratação venosa. Medicamentos como antitérmicos, analgésicos e antieméticos podem ser utilizados, enquanto antibióticos só são indicados em situações específicas após avaliação médica.
Prevenção
Entre as medidas preventivas estão:
• Lavar bem as mãos com frequência
• Consumir apenas água potável
• Higienizar e preparar corretamente os alimentos
• Evitar produtos de procedência duvidosa
• Manter boas condições de saneamento
• Garantir a vacinação contra rotavírus na infância
Especialistas destacam que o calor intenso favorece a multiplicação de vírus e bactérias em alimentos e água mal armazenados, aumentando o risco de surtos como o registrado neste início de ano em Maceió.


