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MP pede abertura de inquérito policial para investigar suposto golpe em Arapiraca

Segundo o órgão, foi registrado um prejuízo de mais de R$ 50 milhões

Por Redação 28/11/2025 19h07
MP pede abertura de inquérito policial para investigar suposto golpe em Arapiraca
Ministério Público pediu abertura de inquérito para investigar suposto golpe no Agreste - Foto: Assessoria

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) pediu a abertura de um inquérito policial para investigar um suposto golpe praticado por empresários de construção civil em Arapiraca, município do Agreste de Alagoas. Segundo o MP, foi registrado um prejuízo de mais de R$ 50 milhões.

Os investigados são pai e filho, e são conhecidos no município pela atuação na área. Porém, de acordo com os denunciantes, eles teriam usado de má-fé ao vender um imóvel para até quatro pessoas, causando prejuízo financeiro e afetando psicologicamente as vítimas.

“Instauramos hoje um procedimento na 1ª Procuradoria de Justiça de Arapiraca para defender os direitos das pessoas que sentem lesadas. Algumas nos procuraram e afirmaram que os sócios administradores da mencionada empresa são responsáveis pela realização de negócios fraudulentos, ludibriando os consumidores e que uma das práticas mais recorrentes é a de vender o mesmo imóvel para três ou até mesmo quatro clientes. Além disso, os investigados, em tese, estavam recebendo dinheiro como cotas para investimentos emprojetos imobiliários, sem a devolução dos valores no prazo e condições ajustadas com os investidores. Então, na tentativa de esclarecer os fatos, bem como por precaução, determinamos a abertura da investigação”, explicou Thiago Chacon, promotor de Justiça.

Ainda segundo o MP, se comprovada, a conduta dos empresários pode se encaixar no artigo 171 do Código Penal como estelionato. 

Diante disso, a 1ª Promotoria de Justiça de Arapiraca encaminhou ofício ao delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, bem como para o delegado da 4ª Delegacia Regional de Polícia da Cidade, Edberg Sobral.

A promotoria também pediu para que fosse nomeada uma comissão especial composta por delegados e servidores que possam realizar uma investigação aprofundada sobre o fato.