Internacional
Bernie Sanders cobra Meta por suposto favorecimento a Bolsonaro
Parlamentares dos EUA pedem auditoria após relatos de restrições a conteúdos ligados a Lula
Deputados e senadores dos Estados Unidos, entre eles Bernie Sanders, ex-pré-candidato democrata à Presidência, enviaram nesta quinta-feira (22) uma carta a Mark Zuckerberg, CEO da Meta, para questionar a atuação das plataformas da empresa durante as eleições brasileiras.
No documento, os congressistas manifestam preocupação com relatos que consideram críveis de que conteúdos associados à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estariam sendo restringidos ou suprimidos, enquanto publicações ligadas à campanha de Jair Bolsonaro estariam recebendo maior alcance ou sendo recomendadas pelas plataformas.
Segundo os parlamentares, essa possível diferença de tratamento poderia criar condições desiguais no ambiente digital durante o processo eleitoral.
Parlamentares pedem auditoria
Entre as medidas solicitadas está a realização de uma auditoria independente dos dados internos da empresa, além de fiscalização dos processos de revisão humana em um prazo de até duas horas.
Na carta, os congressistas também pedem que a Meta adote medidas imediatas para garantir tratamento igualitário aos candidatos e às campanhas eleitorais.
“Instamos vocês a tomar medidas imediatas para garantir que, daqui em diante, candidatos e suas campanhas em eleições democráticas recebam tratamento e acesso iguais em suas plataformas”, afirmaram.
Meta nega interferência eleitoral
Questionada sobre a manifestação do Ministério Público Eleitoral, a Meta reenviou uma nota na qual nega interferir nas eleições brasileiras. A empresa afirma que não toma partido nesta nem em outras disputas eleitorais.
A companhia, no entanto, não respondeu aos questionamentos apresentados pelos congressistas americanos e informou que não comentará o prazo de 24 horas estabelecido pelo ministro Kassio Nunes Marques.
Os relatos de suposto favorecimento mencionados na carta representam as preocupações apresentadas pelos parlamentares e, por si só, não comprovam que tenha ocorrido interferência deliberada da plataforma no processo eleitoral.

