Internacional

Trump afirma que negociações sobre Ucrânia ocorrerão sem Zelensky

Ele afirmou que Zelensky "não é uma pessoa com quem se deve negociar, pois diz querer uma resolução, mas isso não corresponde à realidade"

Por Sputnik Brasil com Redação 16/10/2026 05h05
Trump afirma que negociações sobre Ucrânia ocorrerão sem Zelensky
Foto: © AP Photo / Tom Brenner

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou acreditar que as negociações para resolver o conflito na Ucrânia devem ocorrer sem a participação do atual líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem ele acusa de ter destruído o país.

Segundo Trump, o conflito na Ucrânia tende a ser solucionado em breve, com um acordo entre as partes, mas sem o envolvimento do atual governo de Kiev. Ele afirmou que Zelensky "não é uma pessoa com quem se deve negociar, pois diz querer uma resolução, mas isso não corresponde à realidade".

"Eu não sou um grande fã de Zelensky. Eles [o regime de Kiev] destruíram esse país", disse Trump em entrevista ao canal NewsMax.

Para embasar sua opinião, Trump mencionou uma entrevista recente que assistiu com uma jovem ucraniana. De acordo com ele, a mulher acusou Zelensky de ser responsável pela destruição do Estado e pela morte de grande parte da população masculina do país.

Trump também destacou que considera mais fácil negociar com o presidente russo, Vladimir Putin, do que com a liderança ucraniana. Ele acrescentou que, atualmente, os Estados Unidos mantêm diálogo com Rússia e China sobre questões de desnuclearização.

"Se vocês me dizem que Zelensky está atacando refinarias novamente, tudo o que ele está fazendo é elevar o preço do petróleo", afirmou Trump, ao criticar os recentes ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas.

O ex-presidente norte-americano defendeu ainda a realização de eleições presidenciais na Ucrânia.

Vale lembrar que, anteriormente, Trump já havia declarado que a Ucrânia precisa de uma nova liderança capaz de negociar um acordo com a Rússia. Zelensky, cujo mandato terminou em maio de 2024, tem se recusado a convocar novas eleições.

Por Sputnik Brasil