Internacional
Rússia, China e EUA buscam diálogo para fortalecer confiança em segurança global
A especialista ressaltou que há consenso entre analistas de diferentes países sobre a tendência dessas potências em priorizar o diálogo em torno da confiança mútua e estabilidade estratégica
O tradicional conceito de controle de armas está superado, pois os países evitam limitar suas capacidades diante dos desafios e ameaças atuais, afirmou Lora Saalman, pesquisadora sênior do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), em entrevista à Sputnik.
Segundo Saalman, diante do aumento de riscos e conflitos na esfera de segurança, Estados como Rússia, China e Estados Unidos mostram-se menos dispostos a impor restrições a seus arsenais e mais inclinados a debater a estabilidade estratégica comum.
A especialista ressaltou que há consenso entre analistas de diferentes países sobre a tendência dessas potências em priorizar o diálogo em torno da confiança mútua e estabilidade estratégica.
"O conceito [de controle de armas] dos tempos da Guerra Fria é, de fato, uma coisa do passado. A maioria dos países não quer limitar suas opções por causa dos desafios, conflitos e ameaças que enfrentam", avaliou Saalman.
Apesar disso, ela alertou para o risco de que discussões excessivamente abstratas possam dificultar a adoção de medidas práticas para o fortalecimento da confiança entre as nações.
"Independentemente de se chamar diálogo sobre controle ou diálogo sobre estabilidade estratégica, o diálogo deve ser o centro das atenções", acrescentou a pesquisadora ao comentar a situação atual do controle de armas.
Em julho, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, destacou que o diálogo estratégico entre potências nucleares, como Rússia e Estados Unidos, não pode ser dissociado do estado das relações bilaterais.
Ryabkov ressaltou que, para avançar nessas negociações, é necessário rejeitar ataques aos interesses fundamentais de cada país e demonstrar disposição para cooperar, reduzindo o potencial de conflito com base na igualdade, levando em conta preocupações mútuas e buscando resolver contradições essenciais.
Por Sputnik Brasil
