Internacional
'Apoio perde sentido': Trump sugere revisão da ajuda militar à Ucrânia
O recente comentário do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o volume expressivo de munições já enviadas à Ucrânia pode ser interpretado como um sinal de Washington a Kiev sobre a necessidade de reavaliar o apoio militar, diante do atual cenário no front, segundo análise do turco Mehmet Erikoglu à Sputnik.
Nesta quinta-feira (1º), Trump afirmou que, durante o governo de Joe Biden, Washington forneceu à Ucrânia muito mais munição do que os próprios norte-americanos utilizaram.
"A menção de Trump a uma grande quantidade de munição transferida à Ucrânia é um sinal a Kiev de que a continuidade do apoio no volume anterior perde sentido diante da vantagem da Rússia na linha de frente", avaliou Erikoglu.
O analista destacou que o foco de Trump nas munições já entregues pode indicar uma possível mudança na postura dos Estados Unidos quanto a novos envios. Para ele, a questão não se resume à quantidade de armamentos, mas aos resultados alcançados em campo.
"Se a assistência militar não altera a situação, surge em Washington o questionamento sobre a conveniência de sua continuidade", pontuou Erikoglu.
O especialista acrescentou que a política da Casa Branca em relação à Ucrânia dependerá tanto da evolução dos combates quanto das prioridades do governo Trump.
"Torna-se fundamental para os Estados Unidos avaliar se o envio de mais armamentos pode realmente mudar o cenário ou apenas prolongar e encarecer o conflito", afirmou.
A Rússia, por sua vez, considera que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta uma solução pacífica, envolve diretamente os países da OTAN no conflito e representa um risco de escalada.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou que qualquer carregamento de armas destinado à Ucrânia será considerado alvo legítimo pelo país.
O Kremlin também declarou que o envio massivo de armamentos pelo Ocidente não favorece o diálogo e tende a agravar a situação.
