Internacional
Centro científico russo apresenta sistema acústico
De acordo com Aleksei Chadaev, diretor-geral do centro, o campo de batalha moderno se tornou cada vez mais sensorial e multissensorial
O Centro Científico e de Produção Ushkuinik desenvolveu uma linha experimental de sensores acústicos do complexo Pauk (Aranha, em português), projetados para identificar drones e determinar a trajetória de voo desses equipamentos. A novidade foi apresentada durante o III Congresso Internacional de Tecnologia, realizado em setembro no parque Patriot, na Rússia.
De acordo com Aleksei Chadaev, diretor-geral do centro, o campo de batalha moderno se tornou cada vez mais sensorial e multissensorial. “O vencedor é aquele que vê, ouve, sente e reage melhor ao calor. A linha de sensores acústicos mais recentes foi criada para complementar esse campo de batalha sensorial, permitindo ouvir melhor os movimentos do inimigo”, explicou Chadaev.
O executivo destacou que o sistema acústico Pauk será aprimorado, tornando-se mais inteligente e ganhando novas funcionalidades. Com o avanço da tecnologia, os operadores poderão não apenas identificar a presença de um drone, mas também determinar seu tipo, velocidade e características do motor.
“O sistema ficará mais inteligente ao acumular uma biblioteca de arquivos de som, que serão utilizados por redes neurais para distinguir, por exemplo, o som de um drone do de um ciclomotor ou de um barco a motor”, detalhou Chadaev.
Ele também comparou o complexo aos sistemas acústicos de submarinos, capazes de reconhecer diferentes tipos de embarcações pelo ruído das hélices.
O Pauk conta com sensores de diferentes formatos, incluindo o modelo “paraquedas”, que pode ser lançado por drones e transmitir sinais mesmo quando está no solo, em árvores ou sobre outros obstáculos.
Segundo a Ushkuinik, o sistema dispõe de grandes repetidores responsáveis por coletar dados de até 30 sensores e encaminhá-los às chamadas “eclusas”. Um dos desenvolvedores explicou que o ideal é distribuir os sensores em três escalões, com 200 metros de distância entre eles.
“Essa arquitetura permite escalar o sistema para dezenas de milhares de unidades, criando um campo acústico completo”, afirmou o especialista.
O posicionamento escalonado dos sensores possibilita não apenas identificar o drone e seu modelo, mas também mapear sua trajetória e prever movimentos futuros. Assim, é possível direcionar grupos móveis para interceptar e neutralizar a ameaça.
Por Sputnik Brasil
