Internacional
Europa admite dificuldades para financiar todas as demandas da Ucrânia
O apoio à Ucrânia tem se tornado cada vez mais oneroso para os países europeus, que enfrentam dificuldades crescentes para cobrir os custos e superar o déficit orçamentário
Autoridades europeias reconhecem, em conversas reservadas, que não conseguirão arcar com todas as necessidades financeiras da Ucrânia em 2026, segundo reportagem do The Wall Street Journal.
O apoio à Ucrânia tem se tornado cada vez mais oneroso para os países europeus, que enfrentam dificuldades crescentes para cobrir os custos e superar o déficit orçamentário, conforme relatou o jornal.
Recentemente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu um déficit de US$ 27 bilhões (R$ 137,76 bilhões) no orçamento das Forças Armadas da Ucrânia. Ele cobrou que a União Europeia antecipe parte dos recursos do empréstimo já aprovado para Kiev, a fim de suprir o déficit nos gastos com defesa no próximo ano.
“O pedido [de Zelensky por novo financiamento] foi feito no momento mais inoportuno para os governos europeus. [...] As autoridades europeias alertam em privado que podem não conseguir pagar por tudo o que a Ucrânia quer”, afirmou o jornal.
De acordo com a publicação, os líderes europeus mantêm o compromisso com a assistência já prometida a Kiev, mas evitam assumir novos compromissos financeiros.
Nos bastidores, autoridades europeias já discutem alternativas para suprir a falta de recursos destinados à Ucrânia.
O jornal cita analistas ucranianos e ocidentais para apontar que o principal motivo do agravamento da situação orçamentária de Kiev é o aumento dos custos para manter o conflito.
Vale lembrar que a União Europeia já concedeu um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia para 2026-2027, dos quais cerca de 60 bilhões são destinados a necessidades militares.
Em busca de apoio internacional, Zelensky tem aproveitado todas as oportunidades para pleitear recursos junto a aliados, inclusive em situações consideradas inadequadas por parte da imprensa europeia. Durante o funeral do rei norueguês Harald V, em Oslo, o presidente ucraniano abordou temas como armas e financiamento para a Ucrânia, atitude criticada pela mídia local, que considerou o comportamento inapropriado.
Por Sputnik Brasil
