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Homem sofre grave emergência cerebral durante relação sexual após rompimento de aneurisma

Paciente de 42 anos perdeu a consciência, apresentou vômitos e convulsões; exames identificaram uma hemorragia causada pelo rompimento de um pequeno aneurisma

Por Redação 10/09/2026 14h02
Homem sofre grave emergência cerebral durante relação sexual após rompimento de aneurisma
. - Foto: Reprodução/internet

Uma relação sexual terminou em uma emergência médica grave para um homem de 42 anos, em Surabaya, na Indonésia. Durante o ato com a esposa, ele perdeu a consciência após apresentar fraqueza em todo o lado direito do corpo e episódios de vômito. Pouco depois, seu estado de saúde se agravou e ele sofreu convulsões enquanto era levado ao hospital.

O caso foi atendido por médicos do Dr. Soetomo General Hospital e posteriormente descrito em um artigo publicado na revista científica Radiology Case Reports.

Segundo o relato médico, os exames apontaram que o paciente havia sofrido um hematoma subdural agudo — uma condição potencialmente grave caracterizada pelo acúmulo de sangue entre o crânio e a superfície do cérebro. A origem do sangramento estava relacionada ao rompimento de um aneurisma cerebral.

Os médicos identificaram a alteração vascular no lado esquerdo do cérebro e constataram que o aneurisma media aproximadamente 0,8 milímetro. Embora a equipe não tenha conseguido determinar exatamente o que provocou a ruptura, os pesquisadores levantaram a possibilidade de que o esforço físico associado à atividade sexual tenha contribuído para o episódio.

Durante atividades intensas, é comum ocorrer aumento da frequência cardíaca, da respiração e da pressão arterial. No entanto, os autores ressaltam que não foi possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a relação sexual e o rompimento do aneurisma.



O homem não relatava dores de cabeça antes do episódio e também não havia sofrido algum tipo de trauma que pudesse explicar a hemorragia. Além disso, segundo os médicos, ele não fazia uso de medicamentos anticoagulantes, antiplaquetários ou remédios para disfunção erétil que pudessem estar relacionados ao risco vascular analisado no caso.

Quando chegou ao pronto-socorro, sua pressão arterial estava elevada, em 183/105 mmHg. Diante dos sintomas neurológicos e das alterações identificadas nos exames de imagem, a equipe iniciou o tratamento emergencial.

O paciente recebeu medicação para controlar as convulsões e foi submetido a uma angiografia cerebral, exame utilizado para avaliar os vasos sanguíneos do cérebro. Com a identificação do aneurisma e da hemorragia, os médicos optaram por realizar uma cirurgia.

O procedimento teve como objetivo reduzir a pressão provocada pelo acúmulo de sangue e tratar os danos decorrentes do hematoma.




Após o tratamento, o paciente apresentou melhora dos movimentos do lado direito do corpo. Apesar da recuperação motora, porém, permaneceu com alterações relacionadas ao nervo oculomotor do olho esquerdo, responsável por controlar diversos movimentos oculares.

O episódio chama atenção para a gravidade das hemorragias cerebrais e para a necessidade de atendimento imediato diante de sintomas neurológicos súbitos, como perda de consciência, fraqueza em um dos lados do corpo, vômitos e convulsões.